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Rockin´ Size Fuck Roll
Por
Fábio Floyd

Nada me oponho aos fumantes. Muito pelo contrário, merecem nossa
solidariedade por terem caído na teia hiper imperialista, o veio mais
capitalista da indústria mundial, a dos cigarros. Não me recordo de outro
produto cujo consumo seja autorizado pelas Organizações de Saúde, mas que
tem como principal atrativo para perpetuação do consumo, elementos químicos
que causam dependência, como todos sabem.
Não obstante as "campanhas" anti-tabagistas, ainda assim a mega-indústria
dos cigarros vem encontrando formas de fisgarem não apenas pela química, mas
pela publicidade, novos consumidores.
CLASSIC METAL - (Som Livre). Quem não se lembra do jargão
"Hollywood, o sucesso"? Nas décadas de 70/80 era a expressão de marketing
mais ouvida nas TVs brasileiras, semelhante à não menos vilã "coca cola é
isso aí!". Quem não se lembra das propagandas da marca de cigarro acima
mencionada, que associava o consumo de cigarro à saúde, ao exercício de
atividades físicas, ao poder econômico de esportes de luxo (jet ski,
motocicletas, aviação, pára-quedismo etc). O pior: a associação estendia-se
ao Rock' n 'Roll, como movimento libertário, alternativo, anárquico e tal e
tal, conforme a classificação que mais se ajusta às idéias de cada um, como
se o cigarro proporcionasse os meios para atingir tal "liberdade".
Mais uma vez a indústria de cigarros venceu a cegueira da justiça
brasileira, que, apesar de haver proibido a vinculação de imagens de consumo
de cigarros à prática de esportes e idéia de poder econômico, não percebe o
que significa a propaganda do Classic Metal. Nossa justiça foi
vítima de algo conhecido como "mensagem subliminar". As músicas, as imagens
e a locução da propaganda são as mesmas e/ou idênticas às propagandas de
cigarros proibidas. Não há como não lembrar das antigas propagandas.
Talvez por simples questão de conjuntura, não sou fumante. Mesmo livre do
consumo de cigarros, ainda assim não consigo dissociar a propaganda "global"
do cd Classic Metal das propagandas de "Holl... o sucesso".
Poderiam até mudar o título do cd, assumindo ser a trilha sonora Souza
Cruz do Brasil, como "Hollywood, Hits do Sucesso!". Mas aí não estaria o
caráter subliminar e, talvez, nossa justiça percebesse o arranjo.
Fica um questionamento: qual o quinhão "global" deste engodo?
Mais Fábio
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