Alô, amigos!
E como vou dizer nesta tal coisa de internet... Buenas tardes, bom
dia, buenas noches? Mas, enfim, por sugestão do Pedro, nosso homem
da internet pela página dos Cowboys, devo começar aqui os
trabalhos... Mas confesso que não será fácil colocar os arreios no
cavalo depois de tanto tempo sem escrever, sem pressão diária
profissional, parado no rancho das terras do nada onde estive por
estas últimas luas.
E de volta ao velho front. O selvagem, selvagem eterno west...
Conversando enquanto o barman me serve uma tequila, fico sabendo
que o mundo está inevitavelmente pior, Barbosinha! Conseguimos
fazer o que era mais fácil do que roubar doce de criança! Aliás...
Estamos literalmente roubando o doce de muitas crianças neste
mundo que Deus parece ter esquecido. Ou será que fomos nós que
esquecemos de Deus?
O que me espanta e me apavora nas guerras atuais e na guerrilha diária da
vida é que o velho barbudo lá de cima, já usado como desculpa e
escudo, seja qual for o seu nome, para tanta matança e
discriminação, hoje parece meio de lado! O que queremos
basicamente? Segurança e sobrevivência. E do outro lado? Que lado
cara pálida? Resistência e ardis de sobrevivência. Mas não é disto
que a base dos livros sagrados é feita?
Bah! Mais um gole, porque o barman já está coçando a cabeça. Se é que não
me perdi todo...
O negócio é que vejo hoje, já em romantismo - porque o romantismo morreu
salvo em algumas pessoas -, que a nossa cegueira galopa acelerada.
E traz no seu alforje prepotência, reacionarismo e egoísmo como se
fossem parte da cela de um dos cavalos - riders on the storm - do
Apocalipse.
Mas, e não existe solução? Quem sou eu, um cowboy, para dizer? Porém, se
listei as pragas aqui vou recomendar um elixir que eu mesmo estou
precisando tomar - porque uma noite dessas, como Clint Eastwood em
"Os Indomáveis", bebi cântaros e saí com as armas pra passar fogo
em uns bandidos do leste - mas vamos lá experimentar... Só uma
vez! Argh! O gosto é bem ruim no início... Tem algo de espiritismo
neste remédio! Cospe... E outras religiões e credos bons também...
Argh! Engole. Pois bem...
Não vou amar o inimigo, o pentelho que me embosca, o chefe que me atura,
o que tem a língua mais afiada que machado de Sioux, nem o rebelde
associado, muito menos dar a cara pra ele - aliás, se ele bobear,
quebramos é a sua cara!
Mas só uma vez... Uma única vez! Vou rezar... Urgh. Mentindo que entendo
suas razões, mas que Ele, principalmente Ele, veja que sou um cara
legal e que entenda meus motivos e não me queira mal... E que Deus
encerre a pendenga no rancho da bonanza e o tiroteio no mundo!
Hasta la vista, amigos! Yaahh!!!
Julio Reny.
[
Página Inicial
]