Está a fim de ganhar o ep Eduardo Christ?

Então, basta enviar uma mensagem, com nome e endereço completos para:

dissonancia@dissonancia.com

O resultado sairá no dia 31/12/2004

Serão dois os ganhadores da promoção, com resultado a ser divulgado no blog dissonante.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Eduardo Christ

 

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Relicário de Palavras

 

Por Ricardo Alexandre "Guerrillero"

Imagens: Reprodução

 

 


 

Eduardo Christ

 

 

  A referência musical em relação ao Eduardo Christ para mim estava limitada à Graforréia Xilarmônica, bem como ao então último disco solo do Frank Jorge, Vida de Verdade. Só que um e-mail de poucas linhas chegou e informava que cinco faixas estavam disponíveis para audição (streaming, diria a Informática). Aproveitei a dica e fui conhecer o primeiro trabalho do guitarrista (e compositor!) porto-alegrense, interessante o suficiente para logo na seqüência conversarmos sobre vários momentos da sua carreira.

 

  Discretas como o jeito do músico nos palcos, as canções do ep homônimo Eduardo Christ ainda trazem contrastes e inquietudes urbanas nas letras (Embora Daqui; O Xerife na Cidade Explosiva; Em Porto Alegre), forte influência da musicalidade rocker setentista e muita melodia. Mais 15 minutos de Rock dos bons, com siso e sem prazo de validade...

 

 

 

_ Na seqüência, bate-papo especial com o Eduardo, que fala sobre um monte de coisas, inclusive da Graforréia.
 

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Dissonância - Eduardo! Prazer em falar com você... Sempre as resenhas que li sobre o EP "Eduardo Christ", seu primeiro trabalho solo, faziam menções a duas bandas nas quais você tocou - Père Lachaise e Graforréia Xilarmônica. A primeira eu não conheço, daí então poderia falar um pouco sobre as duas, e por que não, da sua trajetória na música?
 

Eduardo Christ - Oi, é sempre um prazer falar com vocês do Dissonância... Bem, em relação a minha trajetória, eu comecei tocando com os meus irmãos, no quarto de casa; fizemos uma banda lá por 86/87. Depois, tive um power trio com um colega de colégio e o meu falecido irmão, Chico, e foi aí que comecei realmente a compor.

 

  Num show na Casa do Estudante (UFRGS), em 88, conheci o Carlo Pianta, que me convidou para formar uma banda com a Biba Meira, a Ceres, que durou até 92. Então conheci toda a gurizada que estava agitando o underground de Porto Alegre, ou seja, Smog Fog, Graforréia Xilarmônica, Père Lachaise, que era a banda do Plato Dvorák e do Flávio Passos... A Père estava precisando de um guitarrista, e o Flávio me convidou para integrar a banda. Era uma banda ótima, fazia um som bem legal, com mistura do rock anos 60 e o dark dos 80, acho... Eu, o Frank (Jorge) e o Alemão (Graforréia), chegamos a tocar juntos na Père, faltando apenas o Carlo para completar a Graforréia.

  Então, quando me convidaram para ser guitarrista da GX, lá por 94, eu já tinha tocado com todos eles. Mas, na GX eu entrei como guitarrista contratado, pois o repertório já estava todo composto, não havia espaço para eu colocar as músicas que durante este tempo continuei compondo. E, daí em diante vocês já sabem...

 

Dissonância - Daí em diante o Frank Jorge tem a sua companhia na turnê do "Vida de Verdade", não é? Acontece alguma parceria entre vocês durante os shows desse disco, tipo, em relação às letras/músicas? Como está sendo essa turnê?


Eduardo Christ - Exatamente. A partir de 1998, o Frank começa a concretizar a sua carreira solo, monta uma banda enorme e me convida para tocar com ele. Ao longo destes anos, eu e o Frank fizemos algumas músicas juntos, como por exemplo "Já Me Cansei", que entrou no CD Vida de Verdade. Nessa, dividimos letra e música, meio a meio. Além disso, tem a parceria nos shows ao vivo, ou seja, somos muito amigos, nos conhecemos bastante, então é sempre um prazer tocar com ele, há bastante improviso e acabamos nos divertindo muito.

  Quanto ao Vida de Verdade, os shows se concentraram mais quando do seu lançamento... No momento, o Frank é diretor da Usina do Gasômetro, o que lhe consome quase todo o seu tempo.

 

Dissonância - Fora isso, óbvio, o citado EP que você está a divulgar, com 5 músicas de sua autoria. Há muito tempo que foram compostas ou gravadas? E a instrospecção da capa, ou mesmo das composições, só não diga que ela seja mera coincidência... Traga-nos as coordenadas desse primeiro trabalho.

 

Eduardo Christ - Sim, estas músicas foram compostas há muito tempo, mas somente em 2002 resolvi gravá-las. "Ab" e "O Xerife na Cidade Explosiva" são de 1988, por exemplo, da minha adolescência. As outras eu não saberia precisar, mas são dos anos 90. Resolvi gravar para ver o resultado, não tinha intenção nenhuma de lançar um EP ou fazer uma carreira solo.

  As quatro primeiras músicas foram gravadas no estúdio dos irmãos Dreher, em meados de 2002. Era eu sozinho numa sala tocando os instrumentos e o Thomas ou Gustavo na outra sala, gravando. Toquei violão, guitarra e baixo, além das vozes. O Thomas tocou bateria em todas e ainda fez vários trumpetes na música "O Baile do Visco". A quinta música, "Embora Daqui" eu gravei mais tarde, em 2003, no Groove Áudio, com o Régis Sam, que toca baixo na banda do Frank. Foi o mesmo processo, sendo que o Régis tocou bateria e teclado.

  Pois é, a introspecção vem da minha personalidade e isso acaba aparecendo nas coisas que faço. Eu realmente curto muito o som e a atitude bem humorada e escrachada da GX; eles sabem fazer isso muito bem, mas não posso forçar as coisas, se não sou assim. Nessa linha, nada mais natural do que fazer músicas que expressem o que penso acerca da própria música. Neste ponto, fico feliz que o EP tenha uma identidade própria, diferente das bandas em que participei... A começar pela capa.

Dissonância -
Pelo que vi, a música chegou meio cedo e foram alguns os projetos nos quais você esteve inserido; mesmo sabendo que você não dispõe de presença constante no meio independente, qual a sua impressão sobre esse formato? Nota diferenças entre a "gurizada que estava agitando o underground de Porto Alegre", conforme falou no início da conversa, e a atual? Seria capaz de citar bons nomes recentes, nacionais ou de fora?


Eduardo Christ - É verdade, comecei cedo e toquei com bastante gente... Bom, o independente sempre existiu; independente é o meio natural da maior parte das pessoas que começa a fazer música. A diferença entre "aquela gurizada" e a de hoje é basicamente a crescente tecnologia dos processos, inclusive de divulgação.

 

  No resto, creio que continuamos com a mesma intenção. Há muitos nomes por todo o Brasil, eu nem saberia te dizer agora...

 

Dissonância - Outra coisa que se lê nas resenhas sobre o seu primeiro disco trata das famosas influências. Beatles e outras coisas 60/70 são de fato as principais inspirações?

 

Eduardo Christ - A principal influência é rock, de maneira geral, dos 50 até agora. Há sempre um grande número de bandas ou músicos, em qualquer década, que vale a pena ser ouvido e compreendido. Beatles, com certeza, guarda um lugar especial no coração. Mas, assim como no rock, há os meus preferidos em outros estilos de música, nacional ou internacional, que fazem valer a pena a existência.

 

Dissonância - Como está levando o disco solo ao conhecimento do público? Existe expectativa de shows para ir divulgando o "Eduardo Christ"?

 

Eduardo Christ - O trabalho de divulgação, por enquanto, tem se dado pela internet, mas estou ensaiando as músicas com uma banda, a fim de começar a fazer shows. No mais, pretendo continuar compondo e gravando músicas...
 

Dissonância - Espaço Livre.

 

Eduardo Christ - Eu quero agradecer a vocês do Dissonância o espaço e o interesse demonstrado. Parabéns pelo trabalho realizado e um abraço.
 

 

_ Contato:

 

* http://www.tramavirtual.com.br/eduardo_christ

 

 


 

Relicário de  Palavras

 

 

 

Tem desenhos da Nina Moraes e Jacyara; Lado 2 Estéreo; letras de músicas; fotografias; dicas de sites e de outros zines impressos; Espedito Seleiro... Ufa! A autora é a Aline Ebert, que aproveita e publica outros escritos, no decorrer das 11 páginas.

 

Esse é o Relicário de Palavras (segunda edição).

 

 

 

 

 

 


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