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A volta da Pantera
por
Peter Strauss Imagem:
Reprodução/www

A norte-americana Fox, como
se sabe, não passa de mais uma empresa nazista, louca por mais uma
guerrinha e, provavelmente, financiadora da próxima campanha do
Bush. Mas, mesmo essa canalha, é capaz de algo que preste como,
por exemplo, o seriado Os Simpsons. E agora estão lançando um
presente que há muito eu queria. Não sei também se posso chamar de
presente, já que vai custar uma grana, mas acho que vale: uma
caixa com a série da Pantera Cor-de-Rosa (os filmes).
Esses filmes, dirigidos por Blake Edwards, eram estrelados pelo
fantástico Peter Sellers (falecido em 1980, infelizmente), um ator
de primeira que representa o impagável Inspetor Clouseau, sempre
um passo atrás de todos os outros, tentando desvendar os
misteriosos crimes que lhe aparecem. Eu gosto bastante desse humor
tipicamente britânico do Peter Sellers. Suas atuações são
recheadas de improviso e sua expressão corporal é hilária,
bastando ele estar parado e sério para já dar vontade rir.
Originalmente, o primeiro filme da série contava com Sellers apenas como
personagem secundário, o célebre inspetor francês, com seu
ridículo sotaque, investigando o sumiço da jóia conhecida como
Pantera Cor-de-Rosa. Mas o que realmente aconteceu é que o ator
roubou todas as cenas, se tornou o grande atrativo do filme e o
motivo do seu sucesso. Daí em diante, o Inspetor passou a ser o
personagem central da trama e nos filmes que vieram depois; a
dupla Edwards/Sellers rendeu muitas outras cenas hilárias.
As atuações de Sellers me lembram os grandes mestres da comédia de filme
e televisão, onde posso incluir Chaplin, Monty Python e Os
Trapalhões. Esse último foi certamente um dos melhores programas
de televisão já criados no Brasil. Faz as comédias atuais da TV
Globo parecerem uma piada no pior sentido da palavra. Que pobreza
que assola o humor gratuito, recheado de seios (maravilhosos, eu
concordo) para compensar a completa falta de imaginação das
piadas. Uma babaquice sem graça alguma.
O que diferenciava a comédia a que me refiro dessa atual? Acredito que
seja a capacidade de atuação e improvisação de atores como Chaplin,
Renato Aragão (e seus companheiros, claro) e Peter Sellers. Tem
controle total de suas atuações, e por alguma rara habilidade
circense, sabem fazer as pessoas rirem. Que habilidade linda essa,
não é? E muito rara também.
Enfim, amigos... utilizei desse meu espaço apenas para publicar minha
felicidade em gastar essa grana que vou gastar para dar umas boas
risadas, já que isso não tem preço nesses tempos medíocres de
merda que estamos vivendo.
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Sessão
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