Concorra a 02 tributos  e 05 exemplares da Estúdio Livre (revista + cd) para o leitor do Dissonância.

É o Maio Dissonante.

 

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                         Vou tirar você desse Estúdio Livre

Em dois tempos, a Casamata traz o tributo Vou tirar você desse lugar
e a revista/cd Estúdio Livre



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18 vezes Odair


                                                                         Por  Ricardo Alexandre G.
                                                                             Imagens: Ricardo A. G. + Divulgação



  Vou tirar você desse lugar - Tributo a Odair José
, finalmente, chega ao mercado nacional e, à base do "deixe essa vergonha de lado", mostra um entrosamento artístico que não leva em conta a o fator brega tão disseminado pela intelectualidade e seus asseclas há mais de três décadas. Essa sensibilidade acabou proporcionando às mídias, e ao público, a descoberta de uma nova safra de bandas, a reafirmação de outras, e claro, deu uma atenuada no preconceitômetro que, no máximo, tem hoje o ponteiro indicando no "se não gostar, respeite", como canta o Faces do Subúrbio...

  Comentada aqui no Dissonância desde as primeiras adesões, vide  prosa com o mentor do projeto - Sandro Belo, da Allegro Discos -,  a homenagem vai às prateleiras com 18 músicas do repertório do compositor goiano, reinventadas por 18 músicos/bandas, consagradas e incipientes no cenário brasileiro. Indo das faixas para dançar de rostinho colado, como é o caso do Columbia em Eu queria ser John Lennon, à batida do Punk Rock, com o paranaense Terminal Guadalupe (Que saudade de você), o tributo, apesar de artesanal, como disse o próprio Sandro, está envolvido numa concepção visual de primeira. Ainda contém um texto especial do Paulo César de Araújo, autor do livro  Eu não sou cachorro, não, que, de certa forma, resgatou e despertou a curiosidade recente ante algumas coisas da cafona.

  Vai do titânico Paulo Miklos, com a faixa-título Vou tirar vo desse lugar; passa pelo encosto eletrônico dos alemães do Kraftwerk, na participação do mundo livre s/a, em Deixe essa vergonha de lado; ao parceiro Zeca Baleiro (Eu, você e a praça) de  Popular ou Brega?, atividade feita em 2004, no Sesc Ipiranga, em São Paulo (SP), na qual estiveram juntas duas tríades: Zeca, Odair e Paulo Diniz, além de Chico César, Falcão e Jane & Herondy. A Picassos Falsos, egressa dos anos 80, canta Essa noite você vai ter que ser minha e,  fechando os veteranos do álbum, os mineiros do Pato Fu à la Isopor (quinto disco), com a arrasa-quarteirão Uma lágrima, canção do primeiro álbum do Odair-gêmeo-do-Roger-Waters (acima, à esquerda), de 1970 (CBS), registrada com fidelidade digna de entrar para o repertório do quarteto das Alterosas.

  Já o pessoal dente-de-leite, ou quase isso, tem a Volver, que adicionou Jovem Guarda em Vou contar até três; o Leela, ligando o theremin para a balada E ninguém liga pra mim;  Mombojó em escaleta e sotaque pesado para Ela voltou diferente; da Amazônia (Castanhal/PA), um som e tanto da banda Suzana Flag, em Vida que não pára. Ainda tem Arthur de Faria e Seu Conjunto, Poléxia, Jumbo Elektro, Los Pirata...

  Lembranças assim são incomuns quando o homenageado está vivo. O Odair é o mais recente, mas teve casos semelhantes em anos anteriores com Roberto Carlos, Reginaldo Rossi, Nei Lisboa, Ratos de Porão, Ultraje a Rigor e outros sendo a bola da vez. Sempre um sinal esperançoso de que a memória, necrofílica ou não, e independente do valor que a ela será atribuído, faz conhecer, resgatar e mostrar que a cultura - no exemplo, um simples disco -, é um dos canais possíveis para ajudar a pessoa a compreender o dito e o não dito.     
 
 
Em vias de confeccionar o segundo lançamento - Eu não sou cachorro, mesmo -, o Dissonância aproveita e traz o Sandro novamente para um papo sobre essa e outras novidades, inclusive a repercussão do Tributo a Odair, comentado acima, e suas quase sete mil (!) cópias vendidas até então. Um, dois, três e...  Já!

 
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Dissonância - Oi, Sandro. "Eu Não Sou Cachorro, Mesmo" será o segundo lançamento e novamente um título que trará os cantores ditos cafonas; "Tributo ao Odair" foi o primeiro que, inclusive, já está nas prateleiras. Esse enredo vai ser a especialidade da casa? Fale sobre o novo álbum e a possibilidade de novos projetos...  

Sandro Belo -
Ricardo, quando comecei a pesquisar para produzir o projeto do Odair fiz a leitura obrigatória do livro do Paulo César de Araújo e acabei redescobrindo um vasto material que se encontra à margem de qualquer trabalho que se faça sobre música brasileira. Este capítulo escrito pelos cafonas demanda muito mais discussões, releituras, ou seja, é um universo pouco falado e quase nada conhecido. Me impressiona a atitude reducionista e preconceituosa que se tem em relação a esta, digamos, "geração" de artistas. Mas, claro, não quer dizer que tudo que eles fizeram seja obra-prima, ou que basta ser rotulado de brega para que venhamos proclamar a "redenção" daquela obra, se não tomamos o mesmo caminho que estamos questionando, só que na via contrária.

  Creio que este novo projeto encerra nossa contribuição a este movimento de aggiornamento da música bem popular e bem brasileira. A idéia é o resgate de obras seminais de nossa música, pouco conhecidas da grande maioria, ou se conhecidas, buscarmos um novo enfoque da mesma e apresentá-la a outros públicos.

  Falando um pouco dos novos projetos, até julho devemos estar com mais dois novos cd's no mercado: o primeiro é o que falamos a pouco, e outro com apelo, talvez, um pouco menor, deverá ser um dos melhores painéis do rock instrumental brasileiro e se chamará "Matinée", um conjunto de novas versões para os mais clássicos temas das tele-séries dos anos 60 e 70: The Monkees, Hawaii 5-0, S.W.A.T., Vila Sésamo, Família Monstro, Archies e tantos outros. É mais trabalho com um caráter nostálgico. Ao mesmo tempo, todos estes trabalhos da Allegro acabam por se tornar uma vitrine de boa parte da cena independente, que, para muito, é o motor nas novidades da música brasileira.

  Mais para o final do ano, teremos um outro trabalho chamado "Brazilian Feelings", também com regravações de um período bem interessante de nossa música popular, quando Chrystian, Dave Maclean, Malcolm Forrest, Mark Davis, Patrick Dimon, Pete Dunaway, grupos  como Lee Jackson, Light Reflections, Pholhas e Sunday, que apesar dos nomes, eram brasileiros e faziam um pop sincero e de qualidade, cantado em inglês, nos anos 70.
                                       
                                                                        
Dissonância - Você fala em estar criando 'uma vitrine de boa parte da cena independente', então fica subentendido que após o terceiro álbum 'tributável' algumas bandas terão chances de serem futuros lançamentos do selo?

Sandro Belo -
Exatamente, e já estamos em negociação com algumas bandas que, por enquanto, não posso antecipar. Neste formato de trabalho que estamos fazendo há uma mão dupla, ou seja, o tributado retoma parte do seu espaço merecido e os tributários conquistam novos espaços, novos públicos, visibilidade na mídia, etc.
 
Dissonância - Com o recém-lançado 'Tributo ao Odair', a Allegro acaba de 'perder o selo' e inaugura a prática no mercado, entre pedidos e vendas, lucros e déficits, além de comentários acerca do disco. Está sendo bom para vocês? ;)

Sandro Belo -
A experiência é bastante válida, só que há um longo caminho a se trilhar, certas formas de mídia são bem mais acessíveis e não negam espaço para trabalhos independentes, outras (como o rádio e a TV) parecem que têm toda uma liturgia mais difícil para que você tenha algum tipo de acesso...

  E assim, durante todo o ano de 2005 até agora estive envolvido em realizar um projeto de qualidade, colocar no mercado fonográfico produtos no formato que chamo de "fã para fã", buscando tratar a música mais do que uma simples commoditty e dando a cada lançamento um tratamento quase que artesanal. Sei que ainda graças ao meu próprio amadorismo (não tenho formação ou atuei anteriormente neste ramo), o cd apresentou falhas e incorreções de produção, mas que não chegam a manchar o seu propósito inicial e nem ofuscar o competente, apaixonado e respeitoso trabalho feito por 18 bandas, representantes dos mais diversos gêneros de nossa chamada música popular.

  Passando este entusiasmo inicial, pude perceber dois fatos que vêm demonstrar o quanto é complexo e muitas das vezes frustrante trabalhar com arte, no meu caso, música, em um país continental onde aqueles que não possuem escala e uma formidável estrutura de distribuição estão longe até mesmo do seu público-alvo. Por mais que busque apresentar um produto de qualidade, o selo poderá nadar, nadar e morrer na praia.

Dissonância - Para esse segundo trabalho já existem músicas/grupos e canções dos artistas cafonas pré-selecionadas? Aproveitando o tema, quais as atrações confirmadas?

Sandro Belo - O critério principal são as composições de artistas que fizeram sucesso na década de 70, fazendo uma MPB de forma mais direta, mais simples, de apelo mais popular, mas que tinha e tem muita qualidade.

  A primeira grande aposta do selo é a banda Clã, uma banda portuguesa que é um dos grandes destaques do cenário musical daquele país e mesmo europeu.
Segue a lista fechada ninguém mais entra e ninguém mais sai!

1) Clã - Tortura de Amor (Waldick Soriano)

2) A Euterpia - Você gosta de mim (Raimundo Soldado)

3) Silvério Pessoa & Reginaldo Rossi - Borogodá (Deixa de Banca)

4) Rádio de Outono - De que vale ter tudo na vida (José Augusto)

5) Móveis Coloniais de Acaju - Sorria, Sorria (Evaldo Braga)

6) Érika e as Telecats - Ainda queima a esperança (Diana)

7) The Darma Lóvers - Retalhos de Cetim (Benito Di Paula)

8) Laranja Freak - Mon Amour, Meu Bem, Ma Femme (Reginaldo Rossi)

9) Los Diaños - Você é doida demais (Lindomar Castilho)

10) Wado - Moça (Wando)

11) Fino Coletivo - Eu te amo meu Brasil (Dom & Ravel)

12) Frank Jorge - A dama de vermelho (Waldick Soriano)

13) Lula Quiroga - Aparências (Márcio Greyck)

14) Clube do Balanço - Porta Aberta (Luiz Ayrão)

15) Colúmbia & Polar - Porto Solidão (Jessé)

16) Ramirez - Meu pequeno amigo (Fernando Mendes)

Dissonância - Como a banda/músico pôde pleitear um espaço no "Eu Não Sou Cachorro, Mesmo"?

Sandro Belo - O primeiro grande motivo de uma banda ter pleiteado participar do projeto é ter afinidade, gostar, ainda que não sofra ou manifeste em suas composições, deste estilo musical e dos artistas que fazem parte desta grande categoria "criada" na indústria fonográfica, chamada "cafona".

Dissonância - Tempos depois daquele nosso papo quando ainda o tributo ao Odair José estava sendo preparado, quais as últimas notícias sobre o disco, que já está nas prateleiras, e a receptividade por parte do público, bandas participantes, mídias e do próprio Odair?

Sandro Belo - As vendas melhoraram, mas o disco à medida que vai chegando ao público tem tido uma receptividade bem interessante. Mas isto se deve a dois fatores básicos: a ótima matéria que são as composições gravadas pelo Odair e o ótimo trabalho feito nas releituras. Várias críticas elogiosas e incentivadoras também colhemos neste ano após o lançamento, inclusive do mitológico Nélson Motta.

  As bandas têm tido, dentro dos limites do tributo, alcançado novos espaços, como por exemplo, as rádios populares e AM de Goiânia volta e meia tocam Picassos Falsos, Paulo Miklos, Zeca Baleiro na programação.

  O Odair tem colhido bons frutos, uma vez que o seu nome e mesmo seu novo trabalho são encarados de forma mais respeitosa e menos preconceituosa.

  Enfim, boa parte dos objetivos que fundamentaram o tributo têm sido alcançados.

* Contatos:  

                .
Quer ouvir o Vou Tirar Você Desse Lugar?    Rádio UOL

                . 
E-Mail -
allegro.discos@gmail.com

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Colando o ouvido no radinho

 O projeto Estúdio Livre - O rádio eternizado, como adianta o subtítulo, desenvolve um panorama acerca do famoso aparelhinho transmissor criado pelo Marconi. Disco e revista apresentam mesmo conteúdo, alterando, claro, que no primeiro as notícias estão em formato de programa radiofônico, no outro, em versão impressa.

  Além da voz e  texto de cada aluno da disciplina Projeto Experimental em Rádio - 2005/2, na faculdade de Jornalismo da Unisinos/RS, a publicação, coordenada pelo professor Luciano Klöckner, atrai pela (grande) quantidade de temas, trazidos pelos estudantes em linguagem acessível e boa ilustração. São 14 textos/sonoras que tratam da criação do aparelho às perspectivas para o presente/futuro próximo da radiodifusão, passando pela brincadeira de Orson Welles com A Guerra dos Mundos nas ondas norte-americanas da CBS,  em 1938.  Fala também sobre censura, a primeira emissora universitária do país, radionovelas da Era do Rádio, a única rádio comunitária legalizada de Porto Alegre/RS, o assistencialismo e a religião nas programações em todo o país, etc... Na saideira, o leitor fica sintonizado com dicas de livros, sites e rádios virtuais.

 
  Abaixo, conversa com o professor-responsável pelo Estúdio Livre, Luciano Klöckner, na qual ele aproveita para falar mais sobre esse e o próximo projeto, referente à turma do 1º. semestre de 2006: 


 
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Dissonância - Quais são as perspectivas em torno do projeto Estúdio Livre - O rádio eternizado?

Luciano Klöckner - A idéia, desde o início, era produzir algo realmente experimental: uma reflexão, um novo modo de enfocar o rádio, a partir da visão dos próprios estudantes.

  Primeiro, inspirado pela turma anterior que fez um livro, surgiu um projeto de revista ao estilo da Revista do Rádio. Essa publicação tratava das novidades do veículo numa época em o rádio predominava: programas, apresentadores, cantores, cantoras... Afinal, era a Época de Ouro. Não tinha para nenhum outro veículo. Foi o período áureo da Rádio Nacional, com dezenas de novelas por dia. O Repórter Esso difundindo a notícia. Todos, mas absolutamente todos, tinham ligações fortíssimas com o rádio.

  O segundo ponto foi o de abordar a diagramação (layout) e o texto, sob a perspectiva radiofônica. Neste aspecto, creio que a apresentação está diferente, está radiofônica. O texto ainda ficou muito preso às características da mídia impressa.

  O terceiro ponto constituiu-se no rádio propriamente dito, com a gravação das matérias ao estilo de reportagens e programas. Claro que a perspectiva, como a cadeira já diz - Projeto Experimental em Rádio - é justamente inventar algo novo. E esse algo saindo da discussão dos estudantes. Porém, talvez, possamos inscrever a revista em algum concurso, visando valorizar ainda mais o trabalho da turma, ao qual, particularmente, fiquei muito satisfeito com o resultado final.

Dissonância - Como foi gerir um trabalho feito a tantas mãos e sobre tantas coisas, ainda que relacionadas ao tema 'rádio'?

Luciano Klöckner - Bem, o processo criativo comporta alguns riscos. Nesta cadeira, sempre convivo com a possibilidade - bem real, aliás - do projeto não se concretizar. Desde o primeiro encontro com a turma, falo que aquela aula será extremamente entrópica. Ninguém parece entender, de início, qual a proposta. É que em geral estamos acostumados ao professor determinar tudo em sala de aula. Os estudantes só cumprem as funções determinadas. Acho esse processo também válido, mas não para um Projeto Experimental, em que necessitamos é experimentar mesmo. Então, é natural que surja algum "estresse", algumas idas e vindas, até o trabalho andar mesmo. Até alguns entenderem que a "proposta" é não ter, de imediato, uma proposta...                   

Dissonância - De que maneira a publicação e o cd estão sendo recebidos pelos leitores/ouvintes?

Luciano Klöckner - Pois é, acho que esse foi o ponto fraco. Na verdade, não pensamos na distribuição do material, até porque o semestre terminou e todo mundo sumiu... Mas vamos fazer neste semestre a distribuição para os veículos de comunicação, entrevistados, outras faculdades de comunicação. Agora, quem recebeu gostou da proposta e do ineditismo dela.

  O
site da Estúdio Livre está mantendo no ar a nossa idéia. Lá tem fotos dos lançamento, links para matérias que saíram na época sobre a revista, além de direcionamento para uma página onde tem os pdf´s da revista.

  Agora, estamos trabalhando num outro projeto: o de um site das grandes coberturas radiofônicas. Tem a enchente de 1941 - a pior na capital; o incêndio das Lojas Renner; os momentos mais importantes do esporte gaúcho; o seqüestro da lotação em Porto Alegre, e tem até uma mulher que entrou - verdade mesmo! - pelo cano quando ocorreu uma enchente no Vale dos Sinos e se salvou... Mas isso é outra história e fica pra próxima entrevista... Ok?
  

                   

 
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