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Festival Unisinos
2006



                                                                               
Texto: Giovani Paim
                                                                           Imagens: Giovani P. e Camila Piovesan
                                                                         

            
  Já eram duas horas e trinta minutos em São Leopoldo. Um Dia das Mães ensolarado. Gente de todo tipo se emocionava ao entrar no Ginásio Municipal. Uns queriam ver amigos no palco, outros, ídolos, outros, ídolos amigos e muitos queriam curtir sua juventude, correr feito animais, se jogarem, beberem e ver nisto felicidade. Entre tudo que rolou, o que mais valeu foi a arrecadação de alimentos, algo realmente útil.


                                          

  Enfim começam os shows. E a Dirty subiu ao palco com seus instrumentos bacanas e músicas interessantes. Fez um show para um público que ia aumentando aos poucos (visto que ainda era bem cedo da tarde). Isso não interferiu em nada, tocaram suas músicas nuas e cruas, como seus bons shows devem ser. No seu desvirginamento de tocar em ginásios, a Dirty não contava com um aviso repentino: essa é a última música. Foi uma pena, os caras fizeram um show meio calmo, deixando as rápidas para o final e... Não deu. Mas valeu. A primeira experiência num ginásio foi gratificante. O público curtiu e a Dirty conquista mais adeptos do seu som.

  Logo após, com seu estilo característico de ser, Porsche sobe ao palco animando a platéia já enlouquecida. A banda, que cada vez mais vem ocupando o cenário alternativo, contou com o tchutchutchu no vocal, clássico de Porsche, o teclado animado, o baixo e guitarra firmes e a bateria alucinada, que é sempre um show à parte nas apresentações da Poliéster. Como a banda se define, Poliéster é rock moderno!

  Uma grande espera na troca de palco na hora dos Cartolas subirem já dizia que eles estão realmente crescendo. E não é difícil de entender o motivo; com suas músicas sendo berradas pelo grande público, eles provam que são os prováveis Cachorro Grande dos novos tempos. Com um vocalista pra lá de animado e uma banda pronta para tocar rock, não é difícil as coisas acontecerem. Cartolas conseguiu animar e aprontar um pouco mais os que esperavam os grandes shows.


                                            


  E chega a hora de Ultramen. Como era de se esperar, eles fizeram o público esperar. Bastante. Shows da Ultramen são sempre extremos. Amem ou odeiem. E a maioria adorou. Show de misturas, de ritmos variados. A característica bandeira do Rio Grande do Sul no meio da platéia se fez presente e os caras fizeram um belo show, que foi bem quisto e visto.

  Cachorro Grande foi o grande show da noite, obviamente. Idolatrados cada vez mais, eles gozam os prazeres do sucesso... Tietagens, camarins luxuosos, câmeras, flashes e berros fanáticos. Animar o público que aguardava o grande show não foi difícil. Desde o início da banda, eles vêm conquistando os mais variados públicos, talvez isso seja bom, talvez não. Mas quando subiram todos cantaram e berravam felizes, tinham a histeria estampada na testa.

                                       

  Foi um show completo, comportado, quase que totalmente. As músicas mais recentes e os clássicos do primeiro disco foram ouvidos, gritados e aclamados. E em meio a isso tudo, ainda rolou espaço para solos de todos músicos, e claro, os saltos de Beto Bruno. Foi um belo show. Valeu a noite, o dia e todos os quilos de alimento.

  A terceira edição da festa da Rádio Unisinos acabou tranqüila. Vai deixar saudade. Mas logo acaba, ano que vem tem de novo e tudo, tudo recomeça...

                                          

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