Sim, a
cada texto me descubro um punk pré-primário... Mas é que no meu conjunto
maluco de referências cruzadas, o Budismo e o punk (o autêntico, please, sem
essa churumela melosa...) tem tuuuudo a ver. Era o meu herói dos teenager's
times, Sir Johnny Rotten, quem garantiu que o futuro não existe.
E foi-se uma grande volta na roda-gigante até eu encontrar um sentido
além do puro niilismo que confirma claramente a inexistência de qualquer
instante fora do exato momento presente. Que vem muito antes das nossa
teorias e afirmações sobre o aqui & agora. Que vem como reflexo espontâneo
deste caleidoscópio que chamamos de mente. Que nos faz, inevitavelmente,
responsáveis pela peça que encenamos. Que nos libera de muito lixo
acumulado, anexado e arrastado pelas nossas vidas adentro. Que nos faz mais
leves e dispostos a sermos curiosos com o tal dia de amanhã, no ecoar
interno do riso contido de quem sabe que ele jamais virá. Ele já está!
Atenção e disposição pra responder a cada instante da forma mais
excelente...
TénQs, Rotten King! Fora das convenções existem mundos muiiito mais
interessantes.
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