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Subjetividades no Papel
Encontro de editores e adoradores de fanzines
discute a mídia alternativa,
expõe e troca materiais, no dia 22 de julho, em São Leopoldo

Expor. Discutir. Trocar. Essas são algumas premissas que fazem parte do
Subjetividades no Papel, 1º. encontro de editores e adoradores de fanzines*,
que acontece em São Leopoldo (RS), no próximo dia 22 de julho.
Idealizado por uma fanzineira da cidade, que costuma trocar cartas com zines,
panfletos e outras artes com pessoas de todo o Brasil, quer abordar essa forma
de mídia alternativa como facilitador na descoberta de outras culturas, na
aproximação entre pessoas (amizades!), além de incentivarem a formação de uma
maior consciência crítica e de liberdade de quem faz e de quem lê.
O evento, que começa às 14 horas, na Biblioteca Municipal Olavo Bilac (Praça XX
de Setembro - São Leopoldo/RS), terá
varal com expo de fanzines atuais e antigos, de vários gêneros, palestra com o
fanzineiro “da antiga” Daniel Villaverde, de Santo Antônio da Patrulha (RS),
além de troca de fanzines e outros materiais independentes.
“Não é preciso ter zine ou já ter feito um para participar. Basta querer
conhecer mais a fundo essa bonita arte do corte, colagem e cópias para
distribuição independente”, lembra Aline Ebert, idealizadora do Encontro.
A realização é do site
www.ninaflores.net/fanzine, divulgação do www.dissonancia.com e apoios super-importantes da A&C Cópias (zine não é zine
sem xerox!) e Secretaria da Cultura de São Leopoldo (Salve, Jorge!).

(*)
Fanzines são publicações amadoras, impressas, na sua maioria, em xerox. No
Brasil, se proliferaram nos anos 70, principalmente com temas como música e
quadrinhos. Vêm dos termos em inglês Fan (Fã) e Magazine (Revista),
significando, então, impressos feitos por fãs de um determinado assunto. Foram
os punks ingleses que difundiram mais o formato. Hoje existem
fanzines só de desenhos, de cultura geral, de estilos de música específicos,
de crítica social e política, de poesia... Eles exercitam o senso autoral e
criativo de cada um. É uma forma de divulgar idéias com uma mídia própria,
intensificar
a consciência crítica e de liberdade. O auge dos fanzines no Brasil
foi nos anos 80, com queda nos 90, por causa das dificuldades econômicas da
época,
inclusive para o xerox. Não têm fins lucrativos, mas sim ideológicos,
literários,
artísticos de fato. Atualmente, milhares de pessoas persistem fazendo e trocando
fanzines, via Correios, pelo Brasil e mundo. Elas querem conhecer
novas pessoas e suas subjetividades...
Mais informações para a imprensa:
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Aline Ebert (aline@ninaflores.net
+
senhoritaflores@gmail.com)
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Foto:
Fernanda Maciel/Divulgação
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Flyer:
arte=
aline@ninaflores.net
+ desenho=
gazyandraus@yahoo.com
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