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13/07/2003
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Deslocamento da falta de referencial anunciada!
Por
Natália Alves
Imagem:
Reprodução
A inquietude de seu olhar perdido me diz e me pede e me implora:
Pare!
Um coração se acelera enquanto o outro quer que não demore
Uma lágrima pode (sim) correr entre esses rostos numa aflição que grita muda
E descalça
E quase sem pés:
Deixe esse seu sorriso de lado!
Aquelas lástimas de antes se foram, mas aqueles olhares perdidos ainda se
encontram
Ainda...
Aquele vazio oco e frágil e benevolente e mais um monte de outras coisas sem
sentido se desespera
Um nome...
Era só o que bastava
Uma lembrança...
Foi o que ficou e que quando feriu não pôde mais deixar de existir
Feridas que escorrem entre os dedos da mediocridade anunciada são apenas
feridas...
Que agora já se confundem sem querer...
O rastro de seus pedidos se transformou naquela forma disforme e na
in-di-visão das cabeças inconformadas...
Meu grito que um dia foi e que se partiu em outros gritos agora quer ser
pranto!
Agora podia rir...
Ou nossos risos desencontrados podiam se partir... Novamente?
Inconseqüentes somos nós...
Que não sabíamos que não sabemos sorrir...
Que não existimos sem o outro
E que deixamos o outro fazer aquilo que quer de nossas existências...
Sou medíocre de novo
E o novo que eu era é agora o que restou daquele antigo paradoxo que você
chamava de brutal!
Dou risadas?
Não... Dou meu pranto e minhas lágrimas...
Saber que aquilo que eu sabia não sabia de você é saber que aquilo que você
sabia não sabia de nós...
Aqueles olhos desencontrados sem querer choraram...
De novo?
Sem novo...
Sem mais cobranças...
O mundo já cobra demais...
E até o que não se pode cobrar já deixa um aviso na sua porta!
As coisas não mudam sem querer...
Mudam sem ouvir...
E eu um dia pensei que escutava o eco de sua fragilidade investida das
máscaras que juntos construímos...
Mentira...
A mentira que você proclamou é aquela que move o mundo...
Egoístas somos eu você e o resto da humanidade suja que se deixa
corromper...
A todo instante...
E eu continuo me manchando com seu sangue que não pára de cair...
Verdade?
Mentira!
Sou a mentira que você contou...
E na qual você ainda acredita...
Eu te dou meu nome meu endereço e até meu coração...
Não me peça mais que isso...
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