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13/07/2003
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A última delícia
Texto
e imagem:
João Zandoná

(O
impulso de ser relapso)
Porque tenho medo
Não encaro prolongadamente
Não me atenho em concentração
Tenho medo do vivo
Do inanimado, igualmente
Gasto os dias vagando
Futilidades cíclicas na mente
Olho sem demasia de ânimo
Pois só vejo a superfície
Porque em tudo o que vejo
Tenho medo de demônios
Que saltam detrás das realidade
Pra me estrangular
Por que tenho medo de cada canto?
Com seus fantasmas a habitar
Porque existem fantasmas e vultos
Nas quatro estâncias do meu ser
E pensar.
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