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13/07/2003
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Roger
Waters apresenta Pink Floyd para 45 mil pessoas em São Paulo
Imagens:
Marcelo Rossi

Microfonia? Alguns solos distorcidos ou desafinados?
Nenhum desses problemas incomodaram as 45 mil pessoas que assistiram ao show
"The Dark Side Of The Moon" comandado por Roger Waters no estádio do
Morumbi, em São Paulo, no sábado, 24 de março.
O espetáculo começou às 21h05min com "In the Flesh", seguida de "Mother", que já
anunciavam a potência do equipamento de som. O telão de alta resolução do
palco iluminava o estádio e servia como plano de fundo com várias imagens,
principalmente psicodélicas, deixando os presentes ainda mais extasiados.
Quando Waters e banda estavam finalizando "Have a cigar", o som sumiu e todos
na platéia ficaram assustados, imaginando que fosse algum problema técnico
igual ao que aconteceu na noite anterior durante o show do Rio de Janeiro. Mas, em
seguida, uma mão apareceu nos três telões tentando sintonizar um rádio, e
entre os ruídos da troca de estações começaram os primeiros riffs de "Wish
You Were Here". O público, diferente das outras músicas até então tocadas,
cantou essa em coro, do início ao fim, fazendo um show à parte e a maioria
iluminou o estádio com isqueiros e celulares.
Durante "Sheep" - música que finalizou a primeira parte do show - um porco
cor-de-rosa de dez metros foi inflado para sobrevoar o estádio puxado por
cabos. Esse porco foi pichado com algumas frases contra violência e também
contra os políticos, principalmente o presidente dos Estados Unidos: "Bush,
o Brasil não está à venda!".

Após 15 minutos de intervalo, enquanto a platéia se divertia fazendo "olas"
e gritava em coro "Olê, Olê, Waters, Waters", os músicos voltaram ao palco
com a segunda parte do espetáculo, baseada em clássicos do CD "Dark Site of
the Moon", lançado em 1973, que vendeu mais de 40 milhões de cópias e ficou
por 15 anos na parada dos mais vendidos da Billboard.
Um prisma de laser, que fazia parte da pirâmide erguida por um guindaste a
70 metros no topo do palco, iluminava as arquibancadas e ao final de "Any
Colour You Like" as cores foram unidas formando um arco-íris.
No bis, Waters falou em português "Vamos aplaudir as crianças do Projeto
Guri" e o público obedeceu. Enquanto os quinze jovens adentravam ao palco,
usando a camiseta com a mensagem "O Medo Constrói Muralhas", começava o
clássico "Another Brick In The Wall", também acompanhado pela platéia que
cantava em coro. Muitas pessoas choraram durante essa música. O Projeto Guri
é uma associação que promove inclusão social e cultural de jovens e crianças
em São Paulo. "Comfortably Numb" encerrou o set list que durou um pouco mais
de 2h30min.
Waters, 63 anos, mostrou estar em boa forma caminhando por todo o palco
durante a apresentação. O músico britânico e a banda que o acompanhava são
muito profissionais - com destaque pro coral formado por três mulheres e
também aos naipes de metal. E, além disso, mostraram alegria em tocar e
cantar, diferente de muitos astros internacionais que apenas cumprem agenda
para receber o cachê.
"Roger Waters conseguiu se superar, pois foi ainda melhor que o show
realizado em 2002, no estádio do Pacaembu", disse empolgado Rogério Santos,
22 anos, morador de Curitiba, que viajou até São Paulo para assistir ao show.

A turnê "The Dark Side of The Moon" foi lançada no Rock in Rio Lisboa, em
2005, com repertório e conceito visual baseados em shows do Pink Floyd nos
anos 70. A CIE Brasil negociou durante um ano a vinda desse show ao Brasil, e
para a felicidade dos fãs brasileiros - que esperavam mais de trinta anos
por esse acontecimento -, puderam finalmente conferir como é um show do Pink
Floyd, pois Roger Waters consegue nessa turnê chegar muito próximo do que
fazia ao vivo com seus ex-companheiros de banda.
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