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desde 13/07/2003

 


 Um pouco de talento não faz mal a ninguém e duas doses de Gig


                
                                               

                                                 Texto e imagens:
Giovani Paim + Bárbara Andrade
                                                                         


  Porto Alegre. Dias 13 e 20 de julho. Manara. Foi lá que rolaram os shows do Gig Rock III. Memoráveis e plausíveis espetáculos que mexeram com a tal cena rocker vigente no meio Porto Alegre-outras cidades.

  Teve Damn Laser Vampires, Supergatas, Pedrada Afu, Identidade, Walverdes, Pública, Os Efervescentes, Wonkavision, Andina, Viana Moog, Grosseria, Flutuantes, Pata de Elefante, Space Rave, Superguidis e Stratopumas. As oito primeiras, no dia 13.

  Foram duas noites de excessos. De cores, sons, luzes. Roupas, penteados, all stars. Sapatos, vestidinhos, terninhos. Gravatas, bolinhas, xadrezes. Conhaques, martinis, cervejas. Jeans, jaquetas, dancinhas. Remelexos, trejeitos, excessos.

  Na verdade tinha tudo que sempre tem num show de rock, só que era vezes oito. E o resultado, vezes dois.

  Noites de muitos abraços que não eram abraços. De muitos amigos que não eram amigos. Mas também de berros sinceros, molhados, travados. De narizes gelados. De tudo ao mesmo tempo agora. E de ‘chega, última música’.

  Falando nisso, a organização foi destacável, desde a portaria até duração dos shows. Uma esticadinha aqui, outra ali, mas seguraram as pontas numa boa.

  Falando em esticadinha. Os banheiros foram quase bem controlados.

  Falando em quase, noites de quase. Cheias de quase famosos. De quase talentos. De quase porto-alegrenses. De quase posers. De quase bonitos. De quase esquisitos. De quase fotógrafos. De quase lésbicas. De quase qualquer coisa. De quase quase.

  Falando nisso, quase esqueci dos que não precisam do quase. Mas até que era um número considerável.

                                                
 ...

  No Gig tinha uns pensando num jeito sexy de se suicidar. Outros, de agarrar a mulher do amigo. Uns, de curtir o show. Outros, de ser a própria mulher do amigo. Noites quentes, suadas, provadas. Degustadas com/sem moderação.

  Noite de gente que sabe o que quer da vida, ou não. Noite dos loucos de cara. Noites de tudo um pouco. De cada um na sua, mas com alguma coisa em comum. Euforia, goles, cansaço. Música, tesão, exibicionismo. Energia, ruído, instrumento. Saltos, gritos, sorrisos. Discrição, timidez, putaria. Sexo, drogas, rock and roll.

  Ao contrário do que se espera, não vou citar show por show. Não vou puxar saco de ninguém e não vou escrever mais nada.

  Abaixo, fotos. Quem foi sabe do que se trata. Quem não foi, até o próximo.
 
 







 

 Obs.: Texto fortemente abalado pela turbulência fotográfica de uma  
 São Leopoldo Fest 


                                     
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