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. Silêncio
e Progresso .
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desde
13/07/2003 |
tripé
Desenho + poema:
Mariana
de Matos
muito triste:
primeiramente, porque é noite.
e depois que cai do céu, a hipótese de sua cor.
tudo me soa rígido, tudo que sorrio me soa árduo.
como por não poder te ter em meus braços, com tua
blusa cor-de-nada. como por não poder ser mais, sem te
ter pra mim. e acabo que não tenho, porque acabo e não sou.
tudo triste: primeiramente, porque eu caio.
e depois porque a queda, não me vem em hora-
certa? de que quando há algo fechado, eu lhe abro.
mas e quando está aberto, o que faço se não te posso?
como cansar-me pernas cansar-me peito cansar-me tudo.
e não conseguir o avesso que é descanso e que me muito fugiu.
todo triste: primeiramente, porque é fuga.
e depois porque estive certa que não consigo
me esconder de mim. e quando me forcei ser feliz,
achei-me muito toda ridícula, por tentar por esforço.
e como dormir pra não ver isso que machuca os olhos,
brinquei de brincar e me despedi de ser possível ganhar
o jogo.
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