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desde 13/07/2003 |
Ano Novo... Velhos problemas
Por
Plaz Mendes
Imagem:
Reprodução + Plaz M.

A garrafa
estourou junto a fogos e brilharam no céu cores vibrantes, e a
ressaca foi tão contagiante que aos poucos voltamos à rotina.
Roteiro pronto.
Eis Papai Noel, trouxe-nos muitas noticias não frescas, porém sempre
fatais.
Vejamos:
Israel e Palestina. Guerra. Culpa de quem? Lado certo quem ousa
afirmar?
Judeus e árabes. Televisões ligadas no massacre. Ambos. Mortos.
Muitos.
Não importa a posição de governos e estados. A verdadeira
preocupação deveria (ao menos penso) ser crianças mortas. De
muitas etnias, contudo todas carregam o mesmo sangue vermelho, que
não cansa de jorrar nessas terras sagradas demais.
Uma disputa antiga, verdadeiro crime contra inocentes e poucas
promessas de paz.
A chuva tão presente nos noticiários e recente nas nossas telhas.
Inundações, tempestades, tristezas.
E como novela das oito, culpada pelo crime de cair demais!
Vingança dos deuses?
O povo quer saber!
E esquecemos (ou melhor, não lembramos, pois lembrar parece ser
missão inglória para o homem moderno) os erros de tempos passados.
Homens da cidade grande, das empresas, corporações, donas de casa...
Personificamos a natureza apenas para culpá-la, nunca para
abençoá-la.
Eis o ser humano.
Eis o seu fim.
Pela noite passamos nos principais centros urbanos, com suas ruas
recheadas de bancos e vemos despojados neles muitos mendigos. Qual
o problema desta imagem?
Muitos diriam se tratar dos imundos seres ali encontrados, mas
pensemos no contrário.
Pois enquanto os donos têm seus lucros exuberantes e suas fusões
garantidas.
Com ou sem crise.
O número de mendigos continua crescendo e nem mesmo com a ajuda
“humanitária” de grupos de milícia, inimigos, muitos, que
simplesmente vêem aquelas pessoas como coisas. Coisas erradas no
cenário e por isso há necessidade de serem retiradas, eliminadas.
Mesmo com toda essa mãozinha, o número deles ainda parece não
diminuir, um espectador mais atento pode até mesmo afirmar que
houve um aumento dessas pessoas. Crianças correndo pelas avenidas,
brincando com papelões iluminadas pelas luzes e potentes slogans
dos bancos. Qual o erro dessa imagem?
As inocentes risadas daqueles que nada possuem?
Ou
Uma luz quebrada do banco anunciando que uma reforma necessita.
Policiais vigiando bancos, bancos das praças vazias, pois o perigo
ronda. Perigo em forma de cor.
Preta,
Sujeira
Cospe
Fora
Acesso negado.
Qual é o saldo dessa mensagem?
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