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 Museu Visconde de São Leopoldo completa 50 anos

Revitalização, reformas e lançamento de livro estão entre os projetos

                                                        
 Por Aline Ebert

                                                                                         
 Imagens: Divulgação



  Em 2009, o Museu Visconde de São Leopoldo completa 50 anos. Ele é uma instituição privada sem fins lucrativos, é da comunidade, e foi criado para salvar do esquecimento, da perda e da destruição, objetos, livros, cartas, jornais, documentos e outros elementos que se referem à história da imigração e da colonização alemã na cidade de São Leopoldo (RS), que já soma 185 anos.

  Mas hoje este não é o objetivo único. Há uma revitalização acontecendo e atividades vêm sendo acrescentadas, buscando trazer novas pessoas para dentro do museu e também a volta das que já o visitaram. Vale lembrar que o espaço se renovou, no sentido de buscar elementos para também contar a história de negros e índios. Além disso, faz parte da instituição, a Casa da Feitoria, situado neste outro bairro da cidade.

  Por mês, são aproximadamente 240 visitas aos dois museus (dados de 2008), entre público para ver o acervo e participar de projetos paralelos como palestras, cursos de línguas, concertos musicais, entre outros. A seguir, conheça mais do Museu Visconde de São Leopoldo e da Casa da Feitoria, na entrevista com o professor e historiador Marcos Witt, que também é membro da equipe que cuida de ambos.

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Dissonância - Está programado algum festejo especial em comemoração aos 50 anos?

Marcos Witt - Sim, e os festejos são de dois tipos. Tem as atividades "normais", que já estavam agendadas e estão sendo promovidas com o selo dos 50 anos, ou seja, foram integradas aos festejos (programação sempre atualizada no site). E as específicas serão um coquetel "oficial" no dia 19 de setembro, véspera do aniversário, para convidados (autoridades públicas, políticos, fundadores, colaboradores...), no próprio museu, e uma sessão solene na Câmara de Vereadores em homenagem as 50 anos, no dia 28 de setembro, aberta ao público.

Dissonância - A Casa da Feitoria é um museu anexo ao Visconde. Ele atualmente está fechado, por quê?

Marcos Witt - A Casa da Feitoria tem mais de 200 anos, portanto necessita de constantes reparos, principalmente no telhado e no assoalho. Ainda não temos previsão para sua reabertura. No vídeo abaixo, conheça um pouco dela internamente:
 


 

Dissonância - Como revitalizar a ideia de museu perante as pessoas?

Marcos Witt - Cada vez mais, o Museu está se tornando uma casa cultural, promovendo eventos que trazem pessoas. Tem o projeto "Música no Museu", que ocorre no último final de semana de cada mês; ciclos de palestras; encontros que reúnem professores municipais, comunidade em geral e palestrantes para discutirem temas da história local e regional... Todas são atividades que dinamizaram a vida do museu.

Dissonância - O senhor Telmo Lauro Muller foi muito importante para o museu e hoje segue afastado por motivos de saúde. Quais as principais atividades desenvolvidas por ele?

Marcos Witt - Telmo foi um dos fundadores do museu. Esteve à frente dele por 48 anos, realizando todo o tipo de tarefas, desde o atendimento a pesquisadores e às escolas, na organização e manutenção da casa e na relação que o museu estabeleceu com a comunidade.

Dissonância - O que apresentou a exposição "A criança na imigração", recentemente realizada?

Marcos Witt - A exposição sobre as crianças foi motivada por uma questão conceitual: as pesquisas sobre imigração alemã falam bastante do homem (gênero masculino), um pouco das mulheres e das famílias, e quase nada das crianças. Então, a exposição e o ciclo de palestras vieram suprir uma lacuna de pesquisa e historiográfica. Como a exposição é itinerante, ela está divulgando o tema em diversas regiões e instituições.

Dissonância - Quem é o público principal?

Marcos Witt - O público é bastante variado: visitantes individuais, turistas em grupo, escolas, pesquisadores, entre outros. Quanto às escolas, recebemos um público bastante variado: escolas públicas municipais ou estaduais, e particulares. A maioria dos alunos são da 3ª a 6ª série. O atendimento às escolas é uma das atividades mais importantes, pois atinge um público considerando relevante. Os alunos serão os retransmissores de tudo que virem e ouvirem aqui. Além disso, o museu é entendido como uma sala de aula fora da escola, um espaço de memória, onde os alunos vêm para ter uma aula diferenciada.

Dissonância - Como colaborar, ser um voluntário?

Marcos Witt - Contamos com um grande grupo de voluntários, os quais cuidam de diversos setores da instituição. Por exemplo, arquivamento de jornais, a restauração de livros e os cuidados com as porcelanas estão sob os cuidados de voluntários. Para se tornar um, basta ir ao museu, conversar e preencher uma ficha de voluntariado.

Dissonância - Quais os próximos projetos do Museu Visconde de São Leopoldo?

Marcos Witt - São dois grandes projetos: um livro comemorativo aos 50 anos, a ser lançado até 2010, e a reorganização da biblioteca.

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ø Onde:

. Museu Visconde de São Leopoldo .
Avenida Dom João Becker, 491
Centro - São Leopoldo/RS (Brasil)
93010-010

. Casa da Feitoria .
Av. Feitoria, 3249
Feitoria - São Leopoldo/RS (Brasil)
93040-290


ø Visita virtual:

. http://www.museuhistoricosl.com.br .

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