Clique nas fotos para ampliá-las

***

Outras matérias do Ruído Festival:

* RUÍDO FESTIVAL II:
O sabadão de shows

* RUÍDO FESTIVAL III:
Entrevista com Rodrigo Quik sobre o "Manifesto da Cultura Independente Carioca"

 

 

 

 

 

 

 

  

 

 

 

 

 

 

Ruído Festival - Parte I:

A Viagem ao Rio

 

   

 

Texto e fotos: Aline Ebert

 

 

 
  O "MagicBus" era um ônibus leito originário de Farroupilha, RS. A bordo, dois motoristas simpáticos - Tão Cruise e seu companheiro. Na lateral da condução, avistamos grafado em letras grandes e verdes: BANDA WALVERDES. Os risos foram inevitáveis, aquilo lembrava muito os ônibus de bandas de baile. E Walverdes, definitivamente, não combina com isso...

  Embarcando, logo notamos uma mesinha com poltronas no fundo, freezer e tudo mais que poderia deixar as 24 horas do RS ao Rio, bem mais descontraídas.

 

 

 

O ônibus X O Vocal da Viana Moog bem confortável em seu lugar

 

 

  Cerca de quarenta minutos até Porto Alegre e a próxima parada seria o Largo Zumbi dos Palmares, ex- "Largo da Epatur", que fica na frente do Dr. Jeckyll - um bar onde normalmente rolam shows da cena independente na cidade. Algumas horas esperando o pessoal de Porto Alegre chegar e pronto: 26 pessoas estavam a bordo rumo a um final de semana de muita diversão. Dentre as bandas que tocariam no Ruído Festival, na noite de sábado, estavam no ônibus todos os integrantes da Viana Moog, da Wonkavision, dois da Walverdes e apenas um da Tom Bloch. Sim, a galera faltante optou por um rápido e confortável avião.

  A ida ao Rio de Janeiro representava, para a maioria, a possibilidade de se integrar ainda mais com alguns amigos, conhecer uma nova cidade e, de quebra, ainda conferir duas noites do Festival.

  Nove horas da noite saímos de Porto Alegre. Cada qual prometia uma bebida melhor do que a outra. Os ânimos estavam ótimos e os sorrisos eram inevitáveis. A galera da Viana Moog e seus "convidados" (a banda foi quem mais levou gente com eles, foram 9 pessoas), vindos de São Leopoldo, ocupavam o fundo do ônibus. Fundo esse que algumas vezes também era freqüentado pela dupla walverde. No mais, uma alta cerca parecia separar a frente o e fundo do bus. Estranho...

 

 

       

Instantâneas

 

 

  A viagem ia rolando. Papos, comilanças e biritas. Em 3 horas estávamos no Restaurante Japonês, a primeira parada obrigatória de quem sai do estado. Lá, lanche, ida ao banheiro mais confortavelmente e um espichar de pernas e coluna bastante necessário.

 

 

   

Jesus a la vontee X Campanha do Agasalho para se cobrir

 

 

  Muitos quilômetros mais e lembro de acordar. Olho para fora e avisto lindos morros, o sol nascendo e muitos pinheiros. Sim, tínhamos chegado ao Paraná. Olhei para trás e, praticamente, todo o ônibus dormia. Duas pessoas também estavam acordadas e contemplavam aquele visual todo. Aos poucos, a galera foi acordando e tínhamos um dia todo pela frente.


  Parada para o café cerca de 9h da manhã. Lembro-me de estarmos em Registro, cidade que divide o Paraná de São Paulo. Comecei a contar nos dedos quantas horas faltavam. Grande ilusão.

 

 

 

     

Acordando... X Café da manhã X  Vitrais de um restaurante

 

 

    

"Eu sou gaúcho, tchê" X Um soninho em pleno sol X Paisagem

 

      

  Várias horas dali até a capital paulista que nos recebeu com um enorme e fedorento Tietê. Que pena. As imagens conferidas na tevê eram verdade. Em São Paulo, foram cerca de 3 horas esperando 3 pessoas que embarcariam lá. Acabamos almoçando em um bar que tinha sua decoração em estilo de presídio. A comida era boa e logo embarcamos novamente.

 

 

Tietê

 


  Mais muitas horas no ônibus. Quanto mais andávamos, mais o Rio parecia distante. Mas continuávamos empolgados, ávidos por música, quem sabe uma praia, o albergue para o descanso e tantas coisas mais.

  Quase 22h chegamos à capital carioca. Ela me parecia igual a outras cidades, mas como mesmo deveria ser? O Rio visto na tevê, ora essa: as praias, o calor, os 40 graus. Isso tudo ficaria reservado para o  sábado durante o dia.

  Ainda à procura do Albergue onde ficariam alguns, passamos na Lapa, conhecido bairro noctívago da cidade. Aquele clima de centrão e uns barzinhos mais simples chamavam a atenção. Após deixarmos algumas pessoas no King Albergue, seguimos para Copacabana. Lá, pegaríamos um táxi em direção ao Leblon, onde encontraríamos com um amigo em sua casa.

  O cansaço era grande, dor nas costas e aquele enjôo estranho de quem ficou 24 horas sacolejando. Um banho resolveria tudo e estaríamos prontos para a noite. Afinal, estando no Rio, não dava para ficar em casa, não é?

  Por causa do horário, pensamos que os shows da primeira noite do Ruído já pudessem ter terminado. Acabamos a noite de sexta-feira na Bunker, em Copacabana. Uma festa do site London Burning estava sendo promovida na casa e as bandas que tocaram foram Deck Duplo (MG) e Luisa Mandou Um Beijo (RJ). Música ainda assim e, de quebra, ainda conhecemos o amigo Fernando Paiva, guitarrista da "Luísa", que também escreve no Dissonância.

 

 

 

Luísa Mandou um Beijo (RJ)

 

 

  Agora era hora de dormir pesado e descansar para a noite de sábado, que serviria para reencontrar o pessoal do bus, conhecer pessoalmente mais amigos do Rio e ainda curtir 6 shows do Ruído Festival. Nada mal, a viagem estava só começando...

 



  Clique aqui e confira a a matéria sobre a segunda noite do Ruído Festival.

 

 

 


 

Textos Anteriores:

* Amarelo Manga, um filme de Cláudio de Assis

* Adrian Cooper: 29 anos dedicados ao cinema brasileiro

* Julio Reny, um cowboy fora-da-lei

* Passado presente

* Show Nando Reis - A letra A do meu nome

* "O meu celular me dá status, e o teu?"

*
“Vida de Verdade”: novo cd de Frank Jorge

*
Sentidos e acordes de “Básico”, o 2º cd d´Os The Darma Lóvers

* “Na Real”: primeiro documentário sobre longboard  feito no  Brasil

* O padre é pop

* Dos sonhos tropicais aos paraísos fiscais

* Você tem fome do quê?

* O Pacto: Por quê a existência não pode se resumir à infelicidade.

 


[Página Inicial