SALA DE REBOCO
 Contos e crônicas

 

 

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Veredas Sertânicas





                                                                                  Texto e imagens:
Adilson Almeida


                                                            

Vejo-te tristes terras.

Rubros e infinitos rincões.

Bafos de fogo me cercam

Em ausências de vida e sons.

 

Montes ásperos

Impossível convivência.

Secos córregos.

Ofendida caatinga.

 

Vestígios de existências,

De homem e natureza.

A terra arde

E chora minha alma.

 

Quero te ver na aguada.

Em todas essências de vida:

Mimosas floradas,

Seres vadios a andar.

 

Vã ilusão:

Este reino é do sol.

Das pedras, dos espinhos.

Dos seres sorrateiros.

 

Homem: estranho intruso.

Por que vives a predar?

Terra: canto-te em mil canções

Ao te ver no meu caminhar!

 

 

 

 

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