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Alba Mariah

Nascida em Belém do Pará, no bairro do Jurunas, Alba Mariah construiu uma trajetória rara na música brasileira: a de uma artista que jamais aceitou vestir outra pele que não a sua. Dona de uma voz mezzo-soprano de graves marcantes, dramáticos e profundamente expressivos, a cantora transformou em assinatura aquilo que, ainda no início da carreira, tentaram fazer com que ela escondesse.

Foi nos anos 1980, quando começou a cantar profissionalmente aos 16 anos que Alba compreendeu que sua força estava justamente em sua singularidade. Enquanto o mercado exigia coreografias, personagens e uma estética padronizada, ela escolheu outro caminho. Recusou-se a ser moldada. Preferiu, como costuma dizer, “ser Alba”.

A mezzo-soprano paraense carrega influências que vão de Elis Regina, sua “mestra maior”, a Clara Nunes, Dalva de Oliveira, Elizeth Cardoso e Ângela Maria. A influência dessas intérpretes aparece não apenas na técnica, mas na maneira como Alba entende o ato de cantar: com emoção, intensidade e verdade.

Ao longo da carreira, viveu e trabalhou na França e na Itália, experiência que ampliou seu repertório e a fez incorporar à sua obra canções brasileiras, italianas, francesas e argentinas. Na Itália, chegou a iniciar estudos de canto erudito, mas ouviu do maestro Franco Vallisneri que sua voz já estava pronta, ligada às “matas e cachoeiras do Brasil”. Abandonou o canto lírico e seguiu aprofundando sua própria linguagem.

Sua discografia é marcada por projetos de forte carga afetiva. Em 2017, lançou o CD e DVD ao vivo “Simplesmente Vital”, homenagem ao compositor paraense Vital Lima.

Em 2026, Alba celebrou 60 anos de vida e 44 de carreira com seu trabalho mais pessoal: “Rastro de Saudade”, álbum em homenagem ao irmão, o compositor Chico Sena, compositor falecido em 1986. Dividido em três volumes, o projeto reúne canções como “Flor do Grampá”, “Cuíra”, “Portão do Mar”, “Leonor”, “Rastro de Saudade” e “Lobo Mau”, foi o jeitinho especial da Alba de transformar saudade em permanência.

No mesmo ano, levou ao palco do Theatro da Paz o espetáculo “Temporal”, síntese de uma trajetória atravessada por resistência, ancestralidade e liberdade. Em cada disco e em cada palco, Alba Mariah reafirma a decisão que guiou sua vida inteira: não parecer com ninguém, apenas consigo mesma.

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