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Lucinnha Bastos

Lucinnha Bastos é uma das vozes fundamentais da música amazônica contemporânea. Nascida em Belém do Pará, iniciou sua trajetória ainda criança, influenciada diretamente pelo pai, Luciano Bastos, fundador da Banda Sayonara. Desde cedo, o palco se tornou espaço de formação artística, disciplina e entendimento profundo da música como ofício e compromisso cultural.

Ao longo de mais de quatro décadas de carreira, Lucinnha construiu uma discografia diversa e coerente, marcada pela força interpretativa e pela escolha criteriosa de repertório. Dos primeiros compactos e LPs nos anos 1980 aos álbuns que consolidaram sua identidade artística, como Canta Amazônia (1997) e Canta Amazônia 2 (2000), sua obra dialoga com a canção brasileira sem abrir mão das matrizes culturais do Pará. Carimbó, lundu, brega, canção popular e música de concerto convivem em sua trajetória de forma orgânica.

Sua passagem pelo eixo Rio–São Paulo, ainda jovem, foi decisiva para o entendimento de que sua arte ganhava sentido pleno quando conectada à Amazônia. De volta a Belém no início dos anos 1990, Lucinnha passou a afirmar com clareza seu lugar como intérprete brasileira nascida no Pará, dedicada sobretudo à divulgação de compositores amazônicos, sem se prender a rótulos ou classificações limitantes.

Devota de Nossa Senhora de Nazaré, Lucinnha mantém relação profunda com a religiosidade popular paraense, participando há décadas das celebrações do Círio e compreendendo a música como forma de fé, troca e cura. Sua atuação artística também se estende ao diálogo com diferentes gerações, seja em parcerias, projetos coletivos ou no compartilhamento de conhecimento com novos artistas.

Em 2026, sua obra musical foi oficialmente declarada patrimônio cultural imaterial do Estado do Pará, reconhecimento raro em vida que consolida sua relevância histórica e simbólica. Lucinnha Bastos permanece como uma artista em movimento, cuja discografia é, acima de tudo, um retrato sensível da cultura, da resistência e da pluralidade amazônica.

Discografia

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Reportagens do Artista

Lucinnha Bastos: A crooner que virou patrimônio cultural de um Estado

Na sexta edição da Revista Dissonância, escolhemos para a capa uma mulher que não apenas canta, mas que personifica a história e a alma de um povo. Lucinnha Bastos, recentemente declarada por lei como Patrimônio Cultural e Imaterial do Estado do Pará.

Lucinnha Bastos em Dissonância: entrevista exclusiva

Com mais de quatro décadas dedicadas à música, Lucinnha Bastos construiu uma trajetória que se confunde com a própria história cultural do Pará.
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