Du Rompa Hammond Trio injeta veneno da boa música
- TheLira

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Por TheLira

O veneno da boa música
Sempre me chama a atenção quando uma banda instrumental consegue me fazer esquecer que não existe uma voz conduzindo a história. Foi exatamente essa sensação que tive ao ouvir "O Beijo da Serpente", novo álbum do Du Rompa Hammond Trio, de Piracicaba (SP). São sete faixas, com títulos tão curiosos quanto inspiradores: "Sumiço das Vacas" e "Lua de Naiá" já nos despertam a imaginação antes mesmo da primeira nota.

Dizem que é jazz. Para mim, há muito do espírito do rock progressivo dos anos 1970. A guitarra conversa com o órgão Hammond com uma doçura impressionante, enquanto a bateria não deixa a peteca cair em nenhum momento. É uma banda redonda, daquelas que fizeram a lição de casa e sabem exatamente onde querem chegar.

Se isso é jazz, então ele combina perfeitamente com a minha visão de rock'n'roll. Fechei os olhos e me vi passeando pelo velho oeste, atravessando festivais de rock progressivo e mergulhando em uma viagem sonora tão profunda quanto o veneno mais entorpecente de uma serpente. Há discos que não precisam de palavras para contar uma história. O Beijo da Serpente é um deles.




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