top of page

Du Rompa Hammond Trio injeta veneno da boa música

26 de ago.
2 min de leitura

Du Rompa Hammond Trio

O veneno da boa música


Sempre me chama a atenção quando uma banda instrumental consegue me fazer esquecer que não existe uma voz conduzindo a história. Foi exatamente essa sensação que tive ao ouvir "O Beijo da Serpente", novo álbum do Du Rompa Hammond Trio, de Piracicaba (SP). São sete faixas, com títulos tão curiosos quanto inspiradores: "Sumiço das Vacas" e "Lua de Naiá" já nos despertam a imaginação antes mesmo da primeira nota.


du rompa

Dizem que é jazz. Para mim, há muito do espírito do rock progressivo dos anos 1970. A guitarra conversa com o órgão Hammond com uma doçura impressionante, enquanto a bateria não deixa a peteca cair em nenhum momento. É uma banda redonda, daquelas que fizeram a lição de casa e sabem exatamente onde querem chegar.


du rompa

Se isso é jazz, então ele combina perfeitamente com a minha visão de rock'n'roll. Fechei os olhos e me vi passeando pelo velho oeste, atravessando festivais de rock progressivo e mergulhando em uma viagem sonora tão profunda quanto o veneno mais entorpecente de uma serpente. Há discos que não precisam de palavras para contar uma história. O Beijo da Serpente é um deles.



Assista ao performance ao vivo de "A Pena e o Pulso".


A Pena e o Pulso, ao vivo no Casarão Music Studio.


Esse show aconteceu em agosto de 2024 e foi a primeira vez que todos os músicos convidados do disco estiveram juntos no palco. Sitar indiano, moog, berimbau, voz instrumental, sax, e o órgão trio no centro da história. Teve action painting feita ao vivo e cenário criado pelo Casarão.


A gente captou tudo, áudio e vídeo, e em abril de 2026 esse registro finalmente virou disco: o álbum duplo ao vivo em vinil, recém-saído da prensa. Só em vinil, de propósito. Não vai para as plataformas de streaming, porque tem coisa que pede um objeto na mão e uma agulha rodando.


Hoje eu solto uma dessas músicas aqui no YouTube. É um pedaço.


O show completo está no canal do / @casarãosessions . Se você quiser entrar de verdade nessa história, é lá.


Idealização e conceito: Du Rompa

Todas as músicas compostas por Du Rompa


Du Rompa em parceria com Daniel Zivko e Leo Luca

Du Rompa - órgão hammond,

berimbau médio (1) e harmonium indiano (4)

Daniel Zivko - guitarra .

Leo Luca - bateria, udu (1)


Convidados especiais:

Matheus Tagliatti - berimbau viola (1)

Fernando TRZ - sintetizador moog (3)

Junior Patreze - sitar indiano (4)

Tassia Guarnieri - voz instrumental (5)

Claudio Caldeira - sax tenor (6)


Arte, Diagramação e Design: João Vieira

Direção de fotografia da filmagem do show:

Matheus Fractal

Câmeras: Matheus Fractal, João Pedro

Gonsalves, João Pedro Soave, Andressa Kuhn


Nota:

Apesar da história da saga ter sido contada ao vivo, a narração dos fonogramas foram inseridas posteriormente em overdub. A saga foi escrita e gravada na voz de Du Rompa.

Comentários


bottom of page