Espectrum de Olívia Doria: MPB, jazz e beats dançando na mesma cadência
Por Tião Folk

Olívia Doria toca teclado, atua e canta, e Espectrum é o primeiro disco autoral que ela assina sozinha, do arranjo à produção. São nove faixas, trinta e sete minutos que passeiam da MPB ao rock, encostam no jazz, no lo-fi e na pista. A voz dela é potente, e dá para senti-la regulando essa potência, medindo onde apertar e onde recuar, buscando o equilíbrio do conjunto, ou talvez não, afinal "o bom é se despir da vaidade e de tudo que vem atrelado a ela".

Eu diria que se trata de um disco psicodélico, com diversas cores dançando em conjunto e mantendo uma cadência interessante. Recomendo a faixa que dá nome ao disco, "Espectrum", que nos remete ao psicodelismo sensorial. E também "Narciso" em que ela põe em xeque a necessidade constante de perfeição como artista, e que o que importa é transmitir sua mensagem.

"Espectrum nasceu da necessidade de transformar em arte tudo aquilo que, durante muitos anos, eu não conseguia explicar com palavras", ela nos contou.

Saiba que disco é um trabalho que camadas extras que cabem num simples texto de poucas linhas (e vocês vão perceber isso ouvindo). Por isso, só posso dizer com certeza: dá o play do começo ao fim e me conta depois.




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