Soul de protesto. A BAOBAB estreia com um disco histórico
- Tião Folk
- há 3 dias
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23/08/2026

O álbum de estreia da Banda BAOBAB, lançado em 1º de maio, é um desses me fez voltar pro começo assim que acabou. Escolhi falar dele aqui porque a Dissonância existe pra abraçar isso, música preta autoral feita com o corpo inteiro.
A primeira faixa já é um arrepio por si só, "Alma Preta". Andréa Andrade com um vocal límpido e potente apresenta um soul de protesto, "se minha pele já não é tão preta, minha alma ainda é. Estou pronta para ser aceita, mas não ser o que você é".

Esse álbum poderia muito bem estar naquelas listas de "discos para posteridade", "músicas para se ouvir antes de morrer" ou alguma coisa desse nipe. Outras faixas chamam a atenção, como por exemplo "Sua Guerreira", "Meus Nãos" e "Baobab, a árvore da vida". É um álbum sensacional. Recomendo com veemência todas as faixas.
E tem o palco. A BAOBAB monta um espetáculo de uma hora com sete músicos, e chama junto rappers, DJs e dançarinos de rua da cidade onde toca. É pra cantar, dançar e, no fim, sentar numa roda de conversa. É uma experiência tão visual quanto sonora. Quem vê ao vivo se surpreende.




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