Meu Bruxo rasga o silêncio, ele está na cia do mal
Por TheLira

O que me chama a atenção é quando, no primeiro segundo, o som já rompe sua própria estrutura com força. Meu Bruxo entrega “Na Cia do Mal” com voz presente, interpretação carregada e uma leitura da vida coletiva atravessada por emoções. A faixa começa com uma imagem sonora forte e mantém essa textura performática até o fim, com o som cru exatamente onde precisa estar.

O ritmo sustenta a ideia da música e evolui ao longo da narrativa. Eu gosto dessa sensação de saber o que está sendo entregue através do som. É uma execução pura, de verdade, principalmente quando guitarras, baixo e bateria parecem dispostos a interagir tanto com o artista, quanto com o público e o som no geral.

A textura remete ao rock pesado do fim dos anos 60, mesmo assim a produção encontra espaço para apresentar identidade própria. Meu Bruxo traz no repertório referências do rock clássico, efeitos analógicos, espiritualidade, ironia e histórias do cotidiano em seu projeto.

“Na Cia do Mal”, certeza que você vai ficar com vontade de bater cabeça geral e deixar a melodia fazer o trabalho dela na sua mente. É rock feito com vontade, é som feito do jeito que deveria ser.





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