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A 10ª Edição da Dissonância chegou

Por Tião Folk

10ª Edição da Revista Dissonância

Para download da versão em PDF acesse: https://www.dissonancia.com/edicoes


EDITORIAL — 10ª EDIÇÃO


Salve, Folks!


Dez edições. Uma para cada dedo da mão, o que é conveniente para contar e inconveniente para qualquer argumento de que isso aconteceu por acidente.


Não aconteceu por acidente. Aconteceu por teimosia, por amor desproporcional à música que o mainstream ignora, e por uma quantidade de café que prefiro não contabilizar por questões de saúde mental. Chegamos à décima edição da Dissonância, e a cada vez que uma nova edição vai ao ar fico aqui na minha cadeira de editor pensando no absurdo bonito que é isso tudo: uma revista independente, sem patrocínio corporativo, sem jabá, sem relações públicas sofisticadas, cobrindo artistas que também constroem as suas carreiras no improviso e na convicção. Somos espelhos uns dos outros, e o reflexo é bastante honesto.


Esta edição tem uma capa que faz sentido para tudo o que a Dissonância defende. Laís Gomes é psicóloga formada que, em determinado momento, fez uma conta simples e incômoda: quantos anos de vida útil restam para apostar em si mesma? A resposta a levou a largar o consultório e colocar a música no centro. O resultado está na sua discografia crescente, na sua presença de palco e nesta entrevista que você vai ler nas próximas páginas. A coragem de Laís interessa à Dissonância como lembrete: é isso que acontece quando alguém leva a sério o que faz.


Lucas Felix, carioca, lançou "Todas as Canções" e conversou com a gente sobre a vida de artista independente no Rio de Janeiro, cidade que tem uma relação complexa com a música que produz: ama demais e remunera de menos. Lucas fala sobre perrengues, sobre vitórias pequenas que só quem está no jogo reconhece como vitórias, e sobre o que significa lançar um álbum quando o contexto ao redor não facilita em nada.


Na seção Raio-X do Álbum, nossa equipe foi faixa a faixa em "Quanto Tempo Temos?", da Diva Pop, e o que encontrou foi um álbum que coloca gerações em atrito, onde visões de mundo distintas dividem o mesmo espaço sem forçar um acordo. Vale a leitura mesmo que você não conheça a banda, e provavelmente você vai querer conhecer depois.


Na seção de Releases, a proposta segue a mesma de sempre: sinceridade a serviço da arte. Não estamos aqui para destruir ninguém, mas tampouco para aplaudir de pé o que não merece. O artista que nos manda material para avaliação vai receber o que qualquer pessoa que leva a arte a sério deveria querer: uma leitura atenta, uma opinião fundamentada e o respeito de ser tratado como alguém capaz de crescer a partir do que ouve.


Dez edições. Próxima parada: onze.


Divirtam-se.


Tião Folk Editor — Revista Dissonância

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