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Dona Helena em Dissonância: entrevista exclusiva

Atualizado: há 8 horas

Por Tião Folk, 04/02/2026


dona helena entrevista exclusiva

Formada em Guarulhos, a banda Dona Helena transforma vivência em som brabo. Surgida de forma despretensiosa em 2023, o grupo rapidamente encontrou identidade própria ao unir rock de peso, letras diretas e uma postura atenta às tensões sociais e emocionais da vida urbana. Com singles que circulam pela cena independente da Grande São Paulo e shows marcados por intensidade e entrega, a Dona Helena se afirma como um projeto de vida de seus integrantes, refletindo nas canções a experiência de quem conhece a cidade por dentro e faz dela matéria-prima artística.


Dissonância: Por que o nome “Dona Helena”?


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O Nome da BandaVitu Lopes

Vitu Lopes: De início, “Dona Helena” era o nome de um festival que eu e o Joãozinho estava planejando, mas acabou que não saiu do papel. E Dona Helena é o nome da minha avó que sempre me incentivou na música, sempre me ajudou com a questão de equipamento, questão de instrumento; e aí eu queria de alguma forma homenagear ela. A gente sugeriu o nome, todo mundo gostou, achou que era um nome legal pra banda e combina bastante. Ela era uma pessoa muito livre, uma pessoa que gostava da festa, gostava da bagunça, então eu acho que combina muito com a gente também.

 

Dissonância: No release vocês dizem: “Dona Helena surge de maneira despretensiosa”. Por que despretensiosa?


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O InícioLuiz Moreira

Luiz Moreira: Cara, foi loucura, assim. A gente não tinha a pretensão de continuar com a banda. Na realidade, assim. O Vitu tem um projeto solo, que é muito bom, inclusive. Ele lançou um EP, produziu, gravou, fez tudo sozinho ali no quarto dele. E eu e o Joãozinho, somos muito fãs, assim, gostávamos muito. E aí, o Vitu foi chamado para fazer um show de abertura de uma outra banda. E o Joãozinho propôs de a gente montar a banda e tocar junto para a gente tocar como banda do Vito. Só que eu, Luiz, não tocava bateria, o Joãozinho não tocava baixo, e eu só tocava guitarra, violão, fazia minhas músicas, mas nunca tinha chegado a lançar nada. Então a gente pensou, ah, vamos fazer esse show, e é isso. Só que nesse primeiro show foi um sucesso. Foram todos os nossos amigos, familiares, teve uma galera a mais que estava lá que gostaram muito, a casa tava lotada. E nesse mesmo dia surgiram dois convites para outros shows. Então a gente foi fazendo, fomos seguindo, lançamos a primeira música e estamos aí até hoje. E foi despretensioso, mas mudou nossas vidas completamente.

 

Dissonância: Como foi a tensão do primeiro show?


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O Primeiro ShowJoãozinho

Joãozinho: A tensão do primeiro show foi um negócio diferente. A gente tava com o nervosismo a mil, mas a gente soube fazer a galera dançar, tá ligado? Conseguimos desenrolar lá e tals. E o diferencial foi, sem dúvida, o apoio da família dos amigos lá. A gente convidou a galera e a galera e nossos amigos convidaram parente, amigo, primo. A gente ganhou, mano, família e fã desde o primeiro dia. Foi muito maneiro o bagulho e tá sendo muito maneiro ainda.

 

Dissonância: Qual a mensagem do single “8-11”?


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A Mensagem de 8-11Vitu Lopes

Vitu Lopes: A mensagem de “8-11” veio do livro do Apocalipse da Bíblia. Que é a ideia de que não importa se você segue ou não uma religião; Se Deus existe, não adianta "se esconder" dele. É uma mensagem tanto pra quem é cristão quanto pra quem não é. Pra quem tem fé, pra quem não tem. Porque ela questiona como você vive sua vida, quem você é no final dela quando acaba.

 

Dissonância: Qual a mensagem do single “São Paulo”?


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Sobre São PauloLuiz Moreira

Luiz Moreira: “São Paulo” é sobre o caos da cidade que nos faz esquecer de olhar para nós mesmos, e de perceber o outro também. A mensagem é uma crítica a quem se coloca no todo do pódio, a quem não enxerga o próximo, a quem se esconde atrás de máscaras para ser aceito. É uma forma de dizer ao ouvinte a olhar para si mesmo e a deixar de lado o ódio, o pudor e a mesquinhes e vir a ser quem realmente é, se aceitando e aceitando os demais.


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