Vitor Vizzotto lança “Maya”, single que sobreviveu a dois deletes acidentais e três gravações em quatro anos
- Natália Benevides

- 5 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
Por Natália Benevides, 05/12/2025

O cantor, compositor e multi-instrumentista Vitor Vizzotto acabou de colocar nas plataformas o single “Maya”, uma das faixas mais pessoais de sua carreira. A música, dedicada à afilhada que hoje tem oito anos, foi composta em um único dia durante a pandemia e só agora, em 2025, ganhou a versão definitiva – depois de ser apagada duas vezes do computador do artista.
“Em 2021 gravei a primeira versão, não gostei. Fui mexer de novo e o arquivo tinha sumido. Um ano depois, em 2022 gravei a segunda, mostrei pra família, quis ajustar e… deletada de novo. Esse ano gravei a terceira, mudei a tonalidade um tom acima. Ficou melhor! E agora a música não foi deletada.”
Conta Vizzotto, rindo da própria má sorte tecnológica.

O resultado é uma canção leve e ensolarada que mistura violão acústico, percussão orgânica e camadas sutis de synths, com refrão fácil de cantar junto:
Oh Maya Você brilha da estrela ao chão É a vida da multidão A mais bela da praia Oh Maya Você dita a direção Pulsa e vibra como coração A mais bela da praia
A letra nasceu de uma lembrança simples: Maya, então com quatro anos, aparecendo de surpresa na casa do padrinho trazendo amoras colhidas no quintal. “Um dia atrás / Você veio a pé me ver / Trouxe amoras com você”, diz o verso de abertura, seguido pela imagem dos cachos da menina “que saltitam tanto / E voam e paz”.
Para Vizzotto, “Maya” é exatamente isso: “uma lembrança boa de alguém que você ama”. Ele resume: “É sobre ver pureza e força numa criança e querer guardar aquilo pra sempre”.
Trajetória na cena independente

Vitor Vizzotto estreou em 2022 com o álbum "Perduram no tempo, há tanto tempo" que já chamava atenção pela produção caprichada e pela mistura improvável de referências, do jazz ao metal, passando por MPB e indie folk.

A chegada de Maya sucede uma sequência de lançamentos que consolidam Vizzotto como voz comprometida com a arte independente. O EP 26.07.2025, batizado com a data de seu casamento, revelou uma fase íntima, sentimental e madura, música como marco afetivo, literalmente gravado no tempo. Em seguida vieram singles que construíram a identidade sonora do cantor: entre arranjos limpos, voz entregue e atenção ao detalhe, cada obra ampliou camadas do seu universo musical.

Antes de “Maya”, o público já conheceu faixas como “Problema Velado”, “Percevejos” e “Marrybloom”, todas mantendo a assinatura do cantor: arranjos orgânicos, letras intimistas e melodias que grudam na primeira ouvida.
Com “Maya” agora nas ruas (e devidamente salva em, pelo menos, três backups diferentes), o cantor entrega um capítulo importante da sua carreira. Pelo visto, a terceira tentativa foi mesmo a definitiva, e o padrinho finalmente pode entregar à afilhada a canção que ela inspirou.

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