Alma Livre em dissonância: entrevista exclusiva
- Tião Folk
- há 7 horas
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23/08/2026

A Alma Livre chega à nossa edição de aniversário com currículo que fala por si: quase vinte anos de estrada, a mesma espinha dorsal desde 2006 e o posto de banda de reggae que mais cresce no Brasil, segundo o Spotify. Para entender como se atravessa duas décadas sem trocar de formação nem de propósito, sentamos com Alves, vocalista e principal compositor do grupo. A conversa, exclusiva, vem a seguir.
Dissonância: A banda nasceu em novembro de 2006, com quatro de vocês vindos da noite paulistana tocando de apoio e freela para quem pagasse. O que fez vocês largarem o conforto do freela (aquele em que você toca o repertório dos outros e recebe no fim) para bancar música própria, que é justamente onde ninguém garante o "no fim"?

Alves: Eu sou Alves, vocalista e guitarrista e compositor da banda Alma Livre e falando para vocês aí em nome da Alma Livre. Bom, eu como o principal idealizador da banda Alma Livre, desde o início já tinha intenção de trabalhar, fazer música própria e correr atrás desse objetivo. Comecei tocando na noite, mas para poder encontrar, na verdade, meios de realizar esse outro projeto, que era o projeto da música própria, de trabalhar com a música autoral. Nesse período eu já tinha algumas coisas escritas, já pensava em buscar músicos que topassem essa ideia. Foi quando eu conheci o Chicão, que é nosso tecladista e diretor musical da Alma Livre. Quando eu conheci também o Sabiá, nosso percussionista e nosso primeiro baixista, que foi o Gilvan Joaquim, que ficou conosco ali nos primeiros cinco anos de formação da banda. Aliás, foi a única mudança que nós tivemos nesses vinte anos. Foi só ali, depois da entrada do Cleberson, que nós oficializamos a Formação da Alma Livre, em 2006. Em novembro de 2006, quando conheci o Cleberson Batera e aí nós começamos ali e cinco anos depois o Gilvan teve um outro projeto, começou buscar outros caminhos e acabou saindo da banda. E quando entrou o Paulo Vigilante, que está conosco até hoje. Então, nesses vinte anos, a única mudança que teve assim na espinha dorsal assim da banda foi isso, a saída do Gilvan e a entrada do Paulo, que está conosco até hoje. Mas voltando a falar da questão da música autoral. A nossa, a minha intenção, na verdade, desde o início, foi buscar sempre a possibilidade de fazer música autoral. Então, quando eu conheci esses caras, principalmente o Chico Sabiá, o Kléber, o meu irmão Naldinho também, que já estava começando a tocar. Aí a gente conseguiu fazer uma coisa que fosse mais idealizada dentro do projeto de fazer música própria; e eles toparam essa ideia. Também tinham o mesmo projeto, também tinham a mesma ideal. Eu acho que isso foi assim como quando nós decidimos realmente que era isso que a gente queria fazer. A gente passou ainda mais algum tempo fazendo, tocando na noite ainda, acompanhando alguns artistas, algumas bandas e como banda de apoio e tudo, mas sempre com a ideia de focar no trabalho próprio. E foi o que a gente conseguiu fazer. A partir dali.
Dissonância: Vocês são seis, com dois tecladistas, e atravessaram quase vinte anos com a mesma espinha dorsal. Numa cena em que banda costuma durar o tempo de um festival, o que segura seis pessoas juntas por tanto tempo?

Alves: Eu acho que a principal coisa é o respeito e admiração mútua. Eu acho que todos nós temos isso. Temos esse respeito um pelo outro. Temos uma admiração um pelo outro. E a gente criou uma unidade. A gente vive de verdade como uma família. Nós não temos aquelas rusgas que geralmente a gente vê nas bandas por aí ou em qualquer tipo de trabalho que utilize grupo de pessoas. A gente sempre vê aquelas disputas. É uma coisa que é bastante interessante. Assim, não há dentro da Alma Livre ninguém querendo aparecer mais do que o outro, ninguém querendo dar ordens, ninguém tentando ser mais. Então isso é algo que eu acho que nos manteve juntos até hoje e acredito que vai nos manter juntos por muito mais tempo, porque esse respeito e essa admiração ela só cresce entre nós. E não é uma coisa, não é nenhum tipo de demagogia ou falsidade. É algo real, é algo que realmente acontece. E acho que a prova disso é nós estarmos juntos esses vinte anos. E para mim é uma grande felicidade e uma grande alegria poder olhar para eles, para os meus companheiros de trabalho, de música e poder contar com eles a qualquer momento e saber que estão ali, dividindo comigo os nossos problemas, as nossas alegrias, as nossas tristezas, sem deixar que nada afete a nossa convivência. Isso é maravilhoso para mim.
Dissonância: A imprensa diz que o Alma Livre é "a nova cara do reggae brasileiro". Passados quase vinte anos, essa cara ainda é nova? E quem era a cara velha que ela veio substituir?

Alves: Essa afirmação de que a Alma Livre é a nova cara do reggae brasileiro acho que não é nenhuma afirmação nossa, né? Eu acho que isso surgiu em alguns trabalhos assim de marketing. Até que alguém resolveu usar isso como um certo slogan ali e tal e acabou isso ficando registrado em algum lugar. Mas nós nunca tivemos a intenção de ser, principalmente de substituir algo. De ser uma cara nova para substituir algo. Nós, na verdade, a Alma Livre sempre teve a intenção de somar, de chegar para somar e não de substituir ou de diminuir ninguém. A gente sempre teve essa consciência. Nós estamos aqui. A nossa música é realmente uma música bastante ampla, que bastante eclética. A Alma Livre é uma banda que, embora tenha a sua linha principal de trabalhos dentro do reggae, mas é um reggae que tem uma abertura muito ampla. É uma música que tem uma amplitude bastante grande e nós temos isso. Eu atribuo muito isso, principalmente a nossa bagagem musical que vem da noite e depois a questão da nossa fé, da nossa, da influência das nossas raízes, da música nordestina, da MPB, da música estrangeira, que a gente também acaba colocando muita coisa disso dentro da nossa música. Então a gente tem uma diversidade rítmica, dentro do próprio reggae. Até mesmo extrapolando um pouco, saindo para outros estilos. Porque nós não temos também aquela coisa de manter um rótulo de “ah, se isso tem que ser reggae, tem que ser isso, tem que ser assim”. A gente nunca teve muito isso assim. A gente sempre procurou fazer a música que nos agrada de uma forma que seja agradável a todos. Então, a intenção sempre foi buscar isso, fazer uma música livre. Daí também vem o nome da banda Alma Livre, porque era essa intenção de buscar algo sem amarras, sem rótulos. Embora esteja como eu falei, tem o trabalho, a linha principal de trabalho em cima do reggae, mas a gente nunca quis ficar preso a um estilo único, a uma coisa assim e simplesmente fazer música, fazer uma música livre, uma música que pudesse alcançar, que tem um leque maior, que pudesse alcançar todas as pessoas de uma forma livre e leve; e essa é a intenção. Nunca foi intenção da gente tentar ser algo novo para substituir alguma coisa ou para ser melhor do que do que outros. Nunca foi essa intenção. Como eu disse, a Alma Livre sempre teve a intenção de somar, de poder agregar novas coisas, de trazer novas tendências e fazer com que isso seja apenas mais somar cada vez mais ao que já existe para poder a gente ter uma amplitude maior dentro dessa coisa da música e da música brasileira. E sempre, sempre somar, nunca diminuir.
Dissonância: Vocês repetem que o reggae "nasceu nos guetos" e carrega cultura de paz, igualdade e dignidade. No Brasil de 2026, essa mensagem funciona mais como diagnóstico do país ou como carta de intenções?

Alves: Eu acredito muito que essa responsabilidade que o reggae atraiu para si, que o reggae atrai para si desde o início, de falar de cultura, de paz e dignidade, de igualdade, eu acho que isso é mais dentro de uma intenção, dessa carta de intenções, do que um diagnóstico mesmo de um país de que seja Brasil ou qualquer outro país. Eu acho que o reggae traz isso desde o início. Reggae nos permite de uma forma muito natural, muito leve, falar desses temas. E é não apenas como um diagnóstico, não como apontando problemas ou isso ou aquilo, ou tentando mostrar soluções aqui e ali. Acredito que é mais uma necessidade mesmo de levar essa mensagem como uma forma de uma busca que deve ser cada vez mais encarada como algo coletivo, uma busca coletiva independente de qualquer região do planeta, em qualquer país que seja uma necessidade coletiva de nós, uma necessidade humana realmente, de nós buscarmos a cultura de paz e buscarmos dignidade para todos é buscarmos sempre a igualdade de estarmos preocupados com o outro, com o bem-estar do outro. Porque fazendo isso, estamos também nos preocupando com o bem coletivo. Eu acho que o reggae sempre trouxe essa, sempre levantou essa bandeira. E eu acho que fomos muito mais por aí do que nessa questão do diagnóstico de um país que está com problemas e tudo. E acho que é muito mais ampla essa mensagem. Acho que ela é muito mais espiritual, eu diria, do que uma coisa política ou dentro de qualquer linguagem nesse sentido.
Dissonância: A lista de vocês tem autorização de Lenine, da família de Bob Marley, de Edson Gomes e de Lulu Santos. Qual dessas foi a mais difícil de arrancar, e teve alguma conversa em que vocês já se prepararam para ouvir um "não" sonoro?

Alves: Sobre as autorizações que a gente conseguiu para fazer as releituras, do Lenine, da família Marley, do Edson Gomes, do Lulu Santos, a gente teve muita sorte, eu acredito, porque até agora não recebemos ainda nenhum “Não” nesses pedidos que a gente tem feito para fazer essas releituras. E a gente sempre escolheu esses grandes clássicos que tem a ver com trabalho da Alma Livre, que tem uma mensagem compatível com o nosso trabalho autoral também. E até agora a gente não ouviu nenhum “não” sonoro, né? A gente conseguiu essas autorizações aí, o que nos deixou muito felizes, que nos deixa muito felizes. Tem alguns outros clássicos que a gente pretende também fazer releituras aí futuramente e espero não receber nenhum “não” também nos pedidos dessas autorizações.
Dissonância: Tem o show clássico do baterista que chegou bêbado, a combi que quebrou no caminho e a notícia do pai de um músico em coma bem na hora de subir no palco. Olhando de longe, aquilo virou lenda de banda ou virou cicatriz?

Alves: Bom, respondendo aí sobre aquele clássico show onde tudo parecia dar errado, eu acho que ficou como uma cicatriz mesmo. Fez uma cicatriz que nos ensinou muito. Cada vez que a gente passava por uma dificuldade, cada vez que a gente passa por uma dificuldade, a gente procura utilizar essa dificuldade como matéria para continuar caminhando, para poder continuar fazendo música, para poder continuar trabalhando. E esse show não foi o único onde tudo parecia dar errado, nós tivemos muitos outros. Mas a gente sempre teve a consciência de que era preciso utilizar todas essas dificuldades para poder continuar caminhando e utilizar isso como matéria mesmo de trabalho, como forma de compor novas músicas e utilizar essas histórias e essas coisas todas para fortalecer o trabalho. Eu acho que a união que a gente sempre teve, sempre também buscou olhar muito para isso, de viver as dificuldades juntos e não ficar culpando esse ou aquele por aquilo, por isso ou por aquilo, mas simplesmente viver as dificuldades juntos, buscar as soluções para as coisas ali juntos. E a gente tem conseguido fazer isso utilizando sempre as coisas que acontecem de uma forma, tentando transformar essas coisas negativas para algo positivo. Eu acho que esse, graças a Deus, acho que a gente tem conseguido fazer isso.
Dissonância: A Dissonância também trata independência como escolha editorial, não como sina. Do lado de vocês, o que conta mais, a liberdade de ser independente e fazer o que quer, ou uma gravadora custeando a estrutura e dando limites (financeiros e editoriais)?

Alves: Eu acho que hoje em dia isso não está mais tão delineado como era antigamente, porque hoje eu acho que as gravadoras, hoje elas estão funcionando mais como distribuidoras. Raramente a gente vê alguma gravadora que ainda faz uma gestão de carreira de um artista, que ainda pega um artista para poder trabalhar realmente a carreira do artista e tal. No nosso caso, por exemplo, desde 2016, a gente vem lançando nossos trabalhos pela gravadora Atração e numa parceria com a gravadora Atração, porque eles bancam uma parte da gravação, a gente banca a outra, eles fazem algo, a gente ajuda em alguma parte, eles fazem outras. Então é mais uma parceria, na verdade. Gravadora funciona quase como uma distribuidora para gente, porque não tem um trabalho realmente de gestão de carreira e tudo isso. Então, de certa forma, a gente mantém a nossa liberdade de poder gravar aquilo que a gente quer gravar e fazer as coisas de acordo com o que a gente acha que é interessante. E ao mesmo tempo a gente tem um acompanhamento, digamos assim, da gravadora, do que a gente vai fazer. É como eu disse, a gente tem lançado desde 2016. Todos os nossos trabalhos têm sido lançados pela Atração a partir de 2016. E assim, eu acho que a liberdade de ser independente, ela é muito importante. Ela é muito importante porque dá para o artista a capacidade de gerir a sua própria carreira, de fazer aquilo que ele acha que o seu trabalho exige, que é melhor para o seu trabalho. E como as gravadoras hoje não estão fazendo essa gestão de carreira do artista, eu acho que cada vez menos a gente vai ter essa diferenciação de estar numa gravadora ou de ser independente. Acho que há vantagens nas duas, nas duas frentes. Existem vantagens e desvantagens, como nós sabemos bem.
Dissonância: "Só Você e Eu" saiu em fevereiro de 2026. Depois de quase vinte anos, três idiomas e um punhado de releituras autorizadas, o que o Alma Livre ainda tem para dizer que justifique um single novo em vez de mais uma coletânea de estrada?

Alves: A partir do início de 2025, nós começamos a fazer alguns lançamentos periódicos, lançamentos de singles e passamos todo o ano de 2025 fazendo esses lançamentos, a cada dois meses a gente lançava um single, e o último single que a gente lançou foi agora em fevereiro de 2026, a música “Só Você e Eu”. Eu acho que foi uma estratégia que a gente adotou para poder manter um certo movimento nos lançamentos, no trabalho da banda, enquanto a gente se preocupava com outras coisas, questões de shows e tudo para ter sempre alguma coisa nova sendo lançada ali. E eu acho que foi uma estratégia que deu muito certo. A gente gostou muito do resultado disso. A gente pretende continuar agora fazendo alguns lançamentos de singles até 2027, para só daí então poder fazer um álbum de estrada e reunir algumas coisas que a gente tem feito até agora nesses vinte anos de estrada.
Dissonância: Se vocês pudessem apagar uma decisão da carreira (uma releitura, uma turnê, um "sim" que devia ter sido "não"), qual seria, e por quê?

Alves: Assim, eu sinceramente eu não consigo me lembrar de alguma decisão que a gente tenha tomado que nós hoje tomaremos diferente. Eu acho que todas as decisões que a gente tomou, não que tenham sido perfeitas, não que tudo tenha acontecido sem nenhum problema e tal, mas todas as decisões que nós tomamos nos levaram a algum lugar, a algum lugar necessário. Eu acho que eu sempre olhei muitas coisas por esse lado. Então eu não vejo assim hoje algo que a gente tenha feito que faríamos de forma diferente. Alguns “sim” que a gente tenha respondido, que a gente poderia hoje dizer “não” ou vice-versa. Eu não vejo nada nesse sentido. Como eu disse, não que tudo tenha sido perfeito. Nós tivemos bastante complicações. Tivemos muitos problemas nesse nesses vinte anos, né? Por exemplo, a nossa primeira turnê por Uruguai, por exemplo, a gente ia passar pelo Uruguai e depois ia até a Argentina. Nós tínhamos algumas coisas já agendadas no Uruguai e Argentina, e quando chegamos no Uruguai, o produtor que estava à frente dessa turnê simplesmente desapareceu, nos deixou à deriva no Uruguai. A gente sem dinheiro, sem saber o que exatamente fazer. A gente teve que cancelar os compromissos que tínhamos na Argentina porque não dava para ir até Argentina sem saber como que as coisas estavam por lá, porque era ele que estava à frente de tudo. E a gente ficou no Uruguai. Ficamos uma semana no Uruguai e voltamos para casa. Mas essa semana que a gente ficou no Uruguai nos trouxe tanta coisa positiva, depois tantas coisas boas, que a gente nem olha para isso como algo ruim, negativo. Foi aquela coisa dos males que vem para bem, né? Durante essa semana a gente conheceu muita gente. A gente fez programas de televisão, a gente fez mais shows no Uruguai do que estavam programados. Nós começamos com a ideia, nós, a Alma livre, e uma banda chamada de Santo Remédio que se tornaram grandes amigos da banda Alma Livre até hoje. E ali nasceu a ideia de criar um festival que é o Festival Conexão Reggae, que é um festival itinerante que a gente faz todo ano. A edição em um país diferente, convidando bandas diferentes, e a gente, Alma Livre, e eles, Santo Remédio, estão a frente desse projeto. E surgiu daí, desse disco, que seria algo ruim, porque a gente, à primeira vista, poderia ser encarado dessa forma. Então, acho que muitas coisas sempre também tiveram esse sentido. Então, a gente, eu acho que eu não consigo me lembrar de nada assim, que eu gostaria de mudar nesse sentido. Então nós tivemos muitas coisas, fizemos muitas coisas e algumas deram certo, muito certo, outras nem tanto. Mas nada que eu gostaria de mudar nesse sentido da coisa, né? Mas é isso.
Dissonância: Hora do spoiler, o que os fãs podem esperar para o futuro da Alma Livre?

Alves: Bom, eu acho que os nossos amigos, fãs, seguidores, apoiadores, acho que podem esperar um futuro brilhante da Alma Livre, porque é para isso que nós estamos trabalhando. É com isso que nós estamos contando. E sempre agradecendo muito, muito o apoio de todos e todas as pessoas que nos apoiam de alguma forma. Todas as pessoas que vão aos nossos shows, todas as pessoas que ouvem as nossas músicas, que se identificam com aquilo que a gente faz, que se identificam com as nossas mensagens, é para essas pessoas que nós estamos trabalhando e para essas pessoas que nós estamos sempre dispostos a trabalhar cada vez mais, a nos esforçar, a utilizar do nosso talento, da nossa responsabilidade cada vez mais para alcançar um futuro onde a gente possa utilizar dessa arte. Utilizar a arte como ferramenta de transformação para melhorar cada vez mais o mundo em que vivemos. Então, eu acho que as pessoas podem esperar isso de nós. Muito trabalho, muita responsabilidade, muita esperança, muita mensagem de paz e de tranquilidade e de amor sempre. E agradecer a todos. Muito obrigado por acompanhar o nosso trabalho, por apoiar o nosso trabalho. Muito obrigado. Muita paz e luz.




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