Quando o Amanhã Raiar
- Val Porto

- há 12 horas
- 2 min de leitura
Um Poema de Val Porto

No silêncio que mora em minha alma,
trago dúvidas e incertezas sobre o amanhã.
Meu coração inquieto, carregado de sonhos,
caminha entre sombras que se arrastam.
Com a mente impaciente, como terra fértil,
começam a brotar perguntas sem respostas.
Sinto um grande vazio a me abraçar,
sufocando uma angústia que dói.
Mais uma noite sem luar,
anunciando uma tempestade.
A memória vaga sem destino,
enquanto o silêncio atravessa a alma
como um lampejo perdido dentro de mim.
Pergunto às estrelas o que elas sabem,
mas o céu permanece calado.
Talvez o silêncio não seja ausência,
talvez seja apenas o mundo
me ensinando a escutar o que ainda não compreendo.
Talvez amanhã, ao raiar do sol,
eu encontre respostas para o que senti.
Ou talvez descubra que algumas perguntas
nasceram apenas para me acompanhar.
Guardarei no fundo da alma
a coragem que ainda não sei que tenho.
Porque, às vezes, é preciso caminhar no escuro
sem saber se existe estrada,
apenas confiando no próximo passo.
A caminhada é longa e incerta,
e há noites em que até meus sonhos se perdem.
Mas seguirei em frente.
Talvez o destino não esteja
no final da estrada.
Talvez esteja justamente
naquele instante em que, cansado de procurar,
eu perceba que a estrada
sempre esteve dentro de mim.
E quando finalmente o sol nascer,
não quero que ele apague minhas sombras.
Quero apenas que ilumine o suficiente
para que eu possa enxergar
o que elas tentavam me mostrar.
Então seguirei.
Sem certezas.
Sem promessas.
Mas com a coragem de quem aprendeu
que, às vezes,
o caminho para encontrar o amanhã
é simplesmente não desistir de atravessar a noite.
Leia mais poemas da Val Porto:










Comentários