Yassir Chediak em dissonância: entrevista exclusiva
- Jorge Murilo

- 8 de mai.
- 13 min de leitura
Por Jorge Murilo

Yassir Chediak não cabe na imagem pronta que tentaram colar na viola caipira e talvez seja por isso que ele tenha ido tão longe com ela. Ele nasceu em Ipanema, cresceu entre cineastas e compositores de MPB, aprendeu violão erudito com o tio que inventou os Songbooks e, por alguma razão que só a música consegue explicar, foi parar com dez cordas de aço nas mãos, ponteando Tião Carreiro numa cidade que mal sabia que viola existia. Violeiro, compositor, cantor, produtor, ator, apresentador e pesquisador, Chediak carrega vinte e cinco anos de carreira e a convicção de que a viola caipira cabe em qualquer lugar, não importa se é no samba da Mangueira, na beira do mar, no horário nobre da Globo ou numa roda à luz de velas em Campos do Jordão. É com esse homem que trocou o barulho da Avenida Paulista pelo silêncio da Serra da Cantareira e não se arrepende nem um pouco que a Dissonância sentou para conversar.
Dissonância: Dualidade Cultural: Você é um carioca nascido em Ipanema que se tornou uma referência nacional na viola caipira. Como essa origem urbana e litorânea dialoga com a sonoridade rural que você desenvolveu ao longo da carreira?

Yassir Chediak: É, tá aí uma coisa bem interessante, né? Você sabe que o Renato Andrade, ele dizia que se tornou um grande violeiro porque estava no lugar errado na hora certa. O Renato Andrade, ele chegou a morar um pouco na casa do meu pai, que também é mineiro. E eu posso dizer que é um pouco parecido comigo. Eu tocava o instrumento errado no lugar errado na hora certa. Então acabei ganhando muito espaço no Rio por causa da viola. Agora, essa linguagem rural que eu tenho, ela vem um pouco dessa minha referência de interior, sim. Só que, se você ouvir o meu álbum “A Viola e o Mar”, aí você já ouve outras influências. Eu sou um cara de MPB, eu acho também que muito dessa ruralidade acabou entrando em mim, porque eu gosto, mas também muito por causa do mercado. Depois de ter feito muita televisão mostrando a viola e etc e tal. Mas eu gosto de explorar sonoridades de MPB, de forró na viola também, sabe?
Dissonância: Influência de Três Corações: Embora tenha nascido no Rio, foi em Minas Gerais que você aprendeu a viola de dez cordas. De que maneira as memórias afetivas de sua infância no sul de Minas, como o som do "velho fenemê" do vizinho ou o rádio ligado no programa do Chico Bento, moldaram seu álbum, “Viola Brasileira Contemporânea”?

Yassir Chediak: Aí tem uma coisa que é realmente muito interessante, porque eu não aprendi a tocar viola em Três Corações. Eu aprendi a tocar viola no Rio de Janeiro. Aprendi a tocar viola no Rio de Janeiro. E foi como autodidata, na verdade. Aprendi sozinho. E eu tentava imitar os ponteados do Tião Carreiro e de toda essa turma de viola, mas como eu não tinha um conhecimento pleno sobre o que eles faziam, eu acabei desenvolvendo uma outra técnica. Eu nunca usei dedeira, por exemplo. Como eu tenho uma formação no violão clássico, eu usei técnicas do violão clássico. E acabei também, em alguns ponteados, que eu ouvia, a gente ouvia aqueles sons duetados e na época eu achava que o cara fazia isso sozinho na viola. Hoje, depois que eu descobri que ele tinha uma viola e o violão fazendo a mesma coisa, eu aprendi a fazer esse duetado, às vezes sozinho, que acaba sendo uma coisa também meio absurda, meio louca de se dizer. Mas a influência de Três Corações é interessante, porque quando eu era criança, eu vivenciei a entrada e a chegada da Folia de Reis na casa dos meus avós, e aí o que que aconteceu? Aquilo me marcou profundamente. E a partir daquele momento, aquela sonoridade do folclore, aquela sonoridade do rural acabou realmente fazendo parte para sempre da minha vida. Então, eu trago essa memória afetiva muito conectada com a Folia de Reis. Eu adorava ver as folias de reis passando. E lá tinha o som da viola.
Dissonância: A Herança dos Chediak: Seu tio, Almir Chediak, foi o criador dos famosos Songbooks e seu primeiro mestre no violão erudito. Como o rigor técnico e o convívio com grandes nomes da MPB na infância influenciaram sua abordagem teórica da viola?

Yassir Chediak: O Almir acabou sendo uma pessoa muito importante, porque ele me deu aulas, Mas a aula que ele me deu, na verdade não era erudita, era MPB. O Almir era um especialista em harmonia MPB e eu tive algumas aulas com ele. Não tantas, porque como eu queria sempre aprender a solar, eu sempre gostei de solo. O próprio Almir me recomendou um professor de violão que foi o Nicolas Souza Barros. Quando eu tinha dezesseis ou dezessete anos, eu acabei indo para o violão erudito. Ali, naquele momento eu já tinha estudado violão erudito quando era criança, muito tempo, tocava muitas músicas e a partir desse momento eu fui ali, violão erudito. E aí fui aprimorar a técnica. Depois estudei com Carlos Alberto de Carvalho também e sempre aprimorando a técnica. Eu sempre deixei um certo vácuo na harmonia. Eu nunca fui um grande estudioso da harmonia funcional. Isso é até antagônico ao próprio Almir Chediak. Mas o meu pai também teve muita influência. Meu pai é diretor de cinema, então, por exemplo, eu convivi com grandes mestres da MPB. Por exemplo, o Chico Buarque fez música para filme do meu pai, aquela “Mil Perdões”. Então, quando era criança, eu ia no sítio dele jogar futebol e o Radamés Gnattali ia na minha casa, que ele fez trilha com meu pai, John Neschling e caras que eram amigos do meu pai. A gente ia lá no bar do Barbas. Então a gente via todo mundo ali, presente. Gal. Bethânia, todo mundo tocando ali, conversando, aquela, aquela efervescência cultural do Rio de Janeiro com o Almir. Eu conheci o Tom Jobim pessoalmente, Raphael Rabello e muita gente top da MPB. Então foi. Foi realmente essa coisa do Chediak. Isso foi muito importante. Mas eu não posso esquecer também da minha mãe, que também era diretora de cinema e também tinha muitos amigos músicos. O Jards Macalé era muito amigo dela, a Sandra de Sá, e as pessoas sempre estavam lá em casa também.
Dissonância: Você fez uma declaração polêmica ao afirmar que ritmos de raiz podem morrer se não receberem influências modernas. Como foi o processo de "sacudir o caldeirão" para misturar a viola caipira com elementos de rap, blues, rock e pop, sem perder a essência do instrumento?

Yassir Chediak: Eu acho que aqui no Brasil a gente tem uma característica, já respondendo sobre essa declaração, você falou um pouco polêmica. Eu acho que é um fato. A gente está perdendo os ritmos das nossas raízes, Cururu, Cateretê. A gente tem perdido muitos ritmos no Brasil, porque a nova geração só quer os que depois, com os pais que cresceram ouvindo rock e pop, já é uma geração que vem com aquela bateria tum tum tum tum. Tá muito sem tempero brasileiro. E a própria MPB, hoje em dia quando você ouve a maioria, ela ta tum tum tum tum. Então quer dizer, tá tudo virando um grande caldeirão. A gente ainda tem sorte que no Brasil nós ouvimos oitenta por cento de música nacional e a média mundial é de trinta por cento. Você imagina na Alemanha só se escuta trinta por cento de música alemã. No Japão, idem, na França, idem. Na Itália, idem. Eu me refiro sempre ao mundo ocidental, onde os nossos números alcançam. E o Brasil não. Então a gente tem ainda realmente a pisadinha que já é o forró moderno. A gente tem o sertanejo universitário. Não são estilos que eu curta, mas eu respeito muito porque eles mantêm tradições muito antigas ali, sabe? Eles mantêm essas tradições que são muito antigas. Eu gosto de usar nas minhas músicas. Todos esses ritmos que eu que eu aprendi, mesmo porque eu gosto de escutar ritmos do folclore brasileiro. E eu acho que esses ritmos são tão fortes e tão pungentes assim, são tão incríveis que eu acho que eles merecem, esses ritmos, merecem uma atenção especial. E eu usei isso muito no “Viola Brasileira Contemporânea”, que é um disco que tem um aspecto mais rural. Mas eu terminei de gravar o novo álbum e o novo álbum, ele já vem com uma outra rítmica, já trabalhando um pouco mais o lado nordestino, esse suingue nordestinos, porque a gente sempre esquece que a viola também tá no Nordeste em peso, através dos repentes e da viola nordestina. Então eu resolvi fazer um álbum trazendo essas influências também.
Dissonância: Em suas pesquisas, você destaca a viola como a "mãe do samba" e menciona as violas cariocas de sambistas como Mano Décio da Viola. Pode nos contar mais sobre essa face pouco conhecida da viola no cenário urbano do Rio de Janeiro?

Yassir Chediak: A viola é a mãe do samba. Mas não sou eu que digo isso. Na verdade, foi o Xangô da Mangueira que me disse. E também todas as pesquisas que eu fiz. Eu tenho um acervo de discos de vinil bem interessante aqui que provam isso. E é o Xangô da Mangueira, quando eu fiz essa gig com ele, ele queria uma gig que fosse a gig do samba de quando ele era jovem. Então nós fizemos o show com Xangô da Mangueira, que era viola caipira, cavaco, violão, percussão e acordeão. Ele falou: “Esse é o samba de raiz, esse e o samba verdadeiro”. E a gente ouve isso em discos antigos. Você pega, por exemplo, Clementina de Jesus. Ouçam aí. Tem no Spotify a música “Chora Viola”. Você vê o solo da viola ali. E você sabe que é a viola. Ela era usada também nos samba enredo, até mais ou menos começo dos anos oitenta. Tinha a viola gravada no samba enredo. Quem gravava aquela viola ali muitas vezes era o Zé Menezes. E você pega os discos do Cartola, têm bastante viola, têm bastante viola. Você ouve aquela “É impossível / Nesta primavera, eu sei”. Você ouve ali o som da viola, sabe? É muito bonito ouvir o som da viola do samba. Martinho da Vila gravou muita coisa, inclusive Martinho da Vila tem uma versão fantástica do “Rio de Piracicaba”, do “Rio de Lágrimas”, do Tião Carreiro. Então mostra essa conexão. É bem legal isso. Eu acho que o samba perde muito quando a viola deixa de tocar no samba. Perde muito. E aí você vê que o ponteado de viola, ele foi substituído por um ponteado de violão, ou de cavaquinho em alguns momentos. Uma vez eu fui chamado para gravar um álbum de samba e aí deixaram, para mim, um espaço de harmonia, sem solo. O solo já tinha sido feito pelo violão. Eu falei “olha, eu não vou gravar porque já tá tudo pronto aí, né? Mas você faz aqui harmonia de viola pra ficar bonito”. Falei “não, cara, harmonia é que tem que ser do violão. Se você quiser um ponteado, ponteado tem que ser de viola”. Aí eu convenci eles a trocar esse lugar e eles gostaram e perceberam que realmente é ali que a viola tem que estar.
Dissonância: Suas participações em novelas como Paraíso e séries como Carga Pesada deram uma visibilidade massiva à viola. Você sente que esse tipo de exposição ajudou a quebrar o preconceito contra a música regional em centros urbanos?

Yassir Chediak: Eu não sei dizer sobre essa quebra de preconceitos. O que eu sei dizer é que as pessoas que estão nos centros urbanos eu acho que metade dessas pessoas tem raízes no interior. Aqui em São Paulo, pelo menos, eu acho que quase cem por cento das pessoas têm raízes no interior. Então todo mundo gosta de viola. É diferente do Rio de Janeiro, mas o Rio de Janeiro, ele não sabe fazer uma leitura sobre a música sertaneja ou a música caipira ou a música raiz. O carioca joga tudo no mesmo balaio, porque, para o carioca, a música raiz é o samba de raiz, né? Ou o Nordeste, ele associa tudo a Nordeste, e não. Mas quando o carioca ouve um Rolando Boldrin, uma Inezita Barroso, aí abre os ouvidos e ouve aquilo como uma música pura da viola. E aí gosta tanto que eu tive programas de rádio no Rio de Janeiro que bombavam, que tinha uma ótima audiência. E isso é interessante. Eu acho que o Rio de Janeiro, tem muitos violeiros no Rio de Janeiro, inclusive eu deixei vários aí, na época que eu dava aula, deixei vários violeiros e muitos amigos meus que também tocam viola no Rio e acabam tendo influências muito interessantes, mas não são absorvidos pela MPB. Eu acho que precisa de um protagonismo. E alguém precisa ser mais protagonista nessa viola carioca, sabe? Bom, eu sou violeiro carioca. Eu sou um violeiro carioca, um, só um. Mas existem muitos outros. Inclusive, você sabe que tem folia de reis, né? em Caxias, no Morro da Mangueira tem. Nem sei se tem viola mais, mas tem. A viola ela deu visibilidade sim. A novela, aliás, ela deu visibilidade, sim. Mas eu acho que muita gente ainda não captou esse instrumento porque, como ela é colocada sempre no universo rural, quem poderia compreender a sonoridade do instrumento não compreendeu a diversidade do instrumento por ele estar inserido sempre no universo rural. Se você ouvir o meu álbum “A Viola e o Mar”, você já vai ver outro universo da viola caipira que eu nem digo que viola caipira, eu falo que é viola caiçara, caipira que anda na beira do rio, caiçara que anda na beira do mar. Eu ando na beira do mar e, às vezes, vou para o rio também. Bom, eu sou do Rio, do Rio de Janeiro.
Dissonância: Fale sobre o projeto social que você coordena com seu pai em Minas Gerais, atendendo crianças carentes com aulas de teatro e música. Qual a importância de passar adiante o ensino da viola para as novas gerações?

Yassir Chediak: Bom, sobre o projeto social, acho que não tem mais muito o que falar, porque o projeto infelizmente terminou já a três anos. Foi um projeto muito bonito, que teve muito sucesso. Várias crianças do projeto se tornaram profissionais de várias áreas, entraram para universidades federais. Nós formamos uma menina que entrou para a UFMG e se tornou harpista da Sinfônica. Tem um outro que montou um grupo de pagode que bomba no Brasil inteiro. Hoje os caras estão bombados no Brasil, estourados. E o “Envolvência” do Liniker, é um grupo bombado no Brasil estourado, sabe? Milhões de ouvintes. Tivemos uma aluna que foi fazer novelas na Globo, depois ela cansou, voltou para Minas. Realmente foi um projeto muito bacana, que ensinava teatro e música para crianças que tinham problemas de baixa renda e problemas também emocionais, em casa, aquelas coisas bem difíceis e saíam do projeto sempre com outra visão de mundo e várias dessas crianças que entraram com todas essas dificuldades no projeto, saíram e hoje são professores até de universidades. É uma transformação. Projetos sociais bem feitos são transformações humanas e o Brasil precisa de transformações. O mundo.
Dissonância: Você já dividiu o palco com mestres como Renato Teixeira, Sérgio Reis e Almir Sater. O que você aprendeu sobre o "legado vivo" da música brasileira ao excursionar com essas figuras icônicas?

Yassir Chediak: Eu, na verdade, eu nunca dividi palco com Almir e nem com o Sérgio. Eu divido o palco com o Renato Teixeira, que é meu parceiro. Nós somos parceiros de palco, temos um show que é meio a meio. E também agora somos parceiros de música. O Renato me mandou uma letra, eu fiz uma música que vai ser gravada, tá sendo gravada agora. E, cara, é fantástico dividir o palco com um cara que é meu ídolo. Outro cara que eu já dividi palco, que também é outro grande ídolo para mim é o Geraldo Azevedo. Geraldo Azevedo, que é pai da Gabi, que é uma amiga de infância. Então cresci indo nos shows do Geraldo. Aí um dia, Geraldo falou “Cara, você hoje é um violeiro grande, vamos lá tocar no Arraial do Circo Voador”. E eu fiz o Arraial do Circo Voador com ele, com aquela minha viola de metal. A viola é dobro e foi muito incrível. Então, dividir palco, ser parceiro de pessoas que eu tenho como ídolo, como ídolos musicais, é meio que você fala “poxa, consegui chegar num patamar ali que essas pessoas me respeitam como músico também”, e isso é bem bacana. Não é esse o objetivo, meu objetivo é ir em frente, mas quando a gente vai em frente, a gente chega nesses lugares. E para mim, e você vê, o Geraldo Azevedo já gravou no meu segundo disco. Eu tenho várias músicas lançadas no streaming com o Renato Teixeira. Tem também as participações do Sérgio Reis. Tem uma música só que o Almir tocou, mas tocou só uma viola que também participou. Mas é muito legal, né? Todos esses caras são ícones. Então a gente respeita e graças a Deus eles respeitam a gente.
Dissonância: Portal Viola Caipira: Você mantém desde 1999 um dos maiores portais de referência sobre o instrumento no Brasil. Como você enxerga o futuro da viola caipira na era digital e qual o papel da internet na preservação dessa cultura?

Yassir Chediak: A viola é muito interessante porque a viola no universo digital ela está ganhando muita força. Eu viajo pelo Brasil e eu tenho visto cada vez mais a molecada tocando viola e eles seguem no interior aqui de São Paulo, principalmente em Mato Grosso. Eles seguem muito aquela pegada Tião Carreiro ou pegada Almir Sater e isso é fantástico. Porque você vê no YouTube violeiros aí com milhões e milhões de execuções. É bem interessante isso. E o que eu sinto falta nessa turma ainda é uma busca da própria identidade musical, da inovação do instrumento, que eu acho que o Brasil peca um pouco nisso, na MPB, no samba, por exemplo, a gente não tem nenhum disco de samba que eu lembre que a formação é feita com guitarra, baixo, algumas distorções, não existe. Se tivesse, me avisa, porque eu tenho que ter esse disco. Quem fazia muito essas inovações era o Pepeu Gomes, que para mim é um dos maiores guitarristas do mundo. Pepeu Gomes fez muito isso. O próprio Jorge Benjor veio com essas influências, né, Baby Consuelo e tudo mais, que são grandes músicos, mas a gente não. O brasileiro, ele tem certos receios em transformar coisas. Quando eu comecei, quando eu gravei “Chora Viola” do Tião Carreiro e coloquei guitarra, pô, me xingaram um monte e xingam até hoje. Aí os caras falam “Não, você não é violeiro, você é roqueiro”. Eu falei: “não, cara, isso eu Tião Carreiro e quem ganha esse duelo é a viola”. É isso que os caras não entendem às vezes, mas faz parte. O processo de transformação ele não pode parar. E eu também não vou parar com esse. Esse álbum novo vai trazer essas coisas aí. Quando vocês ouvirem, vocês vão ver uma pancada sonora. Já vou adiantando que vocês vão ouvir uma porrada sonora que vai tremer o pulmão e o coração aqui, vai dar aquela sacudida bem interessante. E para terminar, sobre o portal “Viola Caipira”, ele anda meio desatualizado por falta de tempo, falta de tempo de pesquisar e colocar lá. Mas o Viola Caipira, gente, o Viola caipira, ele foi o principal meio de divulgação da viola caipira durante muitos anos. O Viola Caipira, ele durante muito tempo, ele era a única referência na internet, a única. Então todo mundo navegava ali. E eu trabalhava em cima dele. Eu tinha até uma loja virtual que vendia livros, vendia CD, DVD, tudo de viola e vendia pra caramba. Hoje está tudo fragmentado em todas as plataformas sociais, as pessoas preferem as plataformas sociais, infelizmente, porque a gente tinha um trabalho muito respaldado em pesquisa. Na plataforma social, o cara solta alguma coisa, mas ao mesmo tempo, se você souber filtrar a informação, tem muita informação.

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