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O Bardo em Dissonância: entrevista exclusiva

Por Tião Folk, 04/03/2026


o bardo e o banjo entrevista exclusiva

Na entrevista exclusiva concedida à Revista Dissonância, Wagner Creoruska revisita o instante em que quase desistiu antes do primeiro acorde na Paulista e conecta aquele medo inaugural às escolhas que moldaram O Bardo e o Banjo ao longo dos anos. Entre relatos sobre a rua como laboratório, a transição para o português, os impasses de viver de música e a recente reformulação do projeto ao lado de Marcus Zambelo, o músico fala com franqueza sobre liberdade, reinvenção e a decisão de permanecer fiel a um som acústico e autoral, mesmo quando o mercado aponta para atalhos mais fáceis.


Dissonância: Wagner, você descreveu que no início sentiu medo e quase não conseguiu tirar o banjo do case na primeira vez que tocou na rua. O que mudou naquele momento quando a primeira senhora parou para te ouvir e sorriu?


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O InícioWagner Creoruska

Wagner Creoruska: Então, ali naquele momento, acho que foi uma questão de aceitação, sabe? Tipo, porque o que me fez travar no momento na hora de tirar os instrumentos e tocar, era essa coisa de ‘o que é que as pessoas vão pensar, sabe, de mim, da música? Será que vai ter uma aceitação?’. Então, essa primeira reação, com certeza, já refletiu bastante em tudo que veio depois. Então, ali eu pude ter um vislumbre de que meu trabalho seria bem aceito, e aquele gás de energia que você recebe, então, isso é uma injeção de energia ali para você continuar e colocar a força total naquilo que você está fazendo, que você está criando. Então, vale ressaltar também que naquele começo era tudo muito, como era simplesmente o começo, então era tudo muito cru, não existia muito uma ideia do que viria a ser O Bardo e O Banjo, ou como viria a ser. A ideia era simplesmente tocar na rua para mostrar um pouco da arte que eu tava fazendo ali tocando no meu quarto no dia a dia, entendeu? Então, foi uma experiência. Eu acho que o legal da rua é isso. A rua é um grande laboratório para ideias de show, de apresentação, para o crescimento do artista. Porque ali você tá lidando com reações muito espontâneas, muito verdadeiras.

 

Dissonância: A banda nasceu na esquina da Avenida Paulista com a Rua Augusta. Mas hoje em dia vocês se apresentam em palcos e não mais nas ruas. De alguma forma, você sente falta desse tipo de contato com o público? E como essa dinâmica da rua, de tocar sem microfones e depender da acústica de paredes e vãos, moldou o som rústico que vocês apresentam hoje?


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As RuasWagner Creoruska

Wagner Creoruska: Sim, a dinâmica mudou bastante. Então, quando você tá na rua, como eu disse lá na outra resposta, é um grande laboratório. E o que eu sinto mais falta assim de tocar na rua hoje em dia, inclusive a gente tem até, às vezes a gente tenta planejar algum dia alguma coisa para fazer uma apresentação na rua, é esse laboratório. Então, a gente sabe, ali na rua as coisas que dão certo, que dão errado, algumas das coisas você consegue levar pro palco e reproduzir ali, sentir que tem a mesma força. Algumas outras coisas mudam, né? O grande problema e a diferença é que no palco, de um evento, de uma casa de show, você tem toda a questão dos instrumentos e tem que tá numa regulagem muito boa, tem que tá de uma forma que seja apresentada e que que condiza muito com aquela energia que a gente tinha na rua. Então, às vezes os instrumentos acústicos, eles demoram, você demora para achar um timbre legal que você consiga reproduzir isso dentro desse ambiente fechado. Então, durante muito tempo a gente lutou contra isso, contra esse lance de entender como que ia funcionar a dinâmica da banda ali, que no orgânico vai super bem, mas a hora que eletrifica tudo, acaba tendo essas mudanças, de perder um pouco de energia, os instrumentos tem timbres muito diferentes do que a galera tá geralmente acostumada a trabalhar. Então, também foi uma escola pra gente fazer esses shows nos palcos. Hoje em dia, claro, a gente já tem uma boa experiência disso, já sabe como funciona, a gente tem gente que trabalha junto com a gente na equipe dos shows. Então, tem gente que já sabe como fazer o nosso som quando chega lá, mas no início era tudo muito novo, então a gente acabava dependendo às vezes de quem tava disponível no lugar que a gente ia tocar para passar o som e muitas vezes a gente chega na frente de técnico de som, da galera da produção, e, pô, ninguém, nem sabe, nunca trabalhou com banjo na vida, nunca trabalhou com mandolin, uma mala bumbo. Então, isso que muda bastante da rua para os palcos. Você conseguir sentir as diferenças e você conseguir transitar de um para o outro e saber o que funciona em um, o que funciona no outro. Então, são mundos diferentes, apesar de você conseguir levar muitas coisas de um para o outro.

 

Dissonância: Vocês misturam o Bluegrass com elementos brasileiros e rock. "Abrasileirar" um gênero tão específico, foi uma escolha consciente ou simplesmente aconteceu? Fale também sobre a transição das letras do inglês para o português no álbum "O Tempo e a Memória"?


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A TransiçãoWagner Creoruska

Wagner Creoruska:  Acabou sendo uma coisa mais natural essa questão de misturar as coisas com o repertório, porque como eu disse, no começo era uma pessoa sozinha tocando na rua e depois foi vindo outras pessoas e com essas pessoas vieram outros elementos, outras ideias. E o grande lance ali era tentar juntar essas ideias para fazer algo realmente novo, algo realmente diferente, que foi o que a gente fez ali no ‘Tempo e a Memória’. Então, muitas decisões foram tomadas até antes da gente começar a gravar o disco. Grande parte das músicas eram em inglês, aí a gente passou para ser quase tudo em português. Acho que tem uma música em inglês, se não me engano. Então, teve essa transição de se achar também no português, mas a gente tava curtindo fazer as músicas em português, porque esse tempo todo a banda não parou para compor, a gente tava nos shows, então foi uma transição que a gente foi fazendo e testando nos próprios shows, como a gente sempre fez em relação às músicas. A gente tem a ideia da música, a gente começa a ensaiar ela, já sai para tocar no show, já testa como que é com o público. Na época a gente tocava ainda bastante na rua, então a gente tocava as músicas na rua para ver como é que funcionava com a galera na rua também. Então, a gente ia testando as músicas e escolhendo as melhores, é lógico, pra fazer parte do álbum em si.

 

Dissonância: Qual mensagem você quer passar com suas composições e estilo?


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A MensagemWagner Creoruska

Wagner Creoruska:  Eu acho que a grande ideia do Bardo e o Banjo, desde o início, era essa coisa de liberdade, sabe? Você não estar amarrado a estruturas para você conseguir reproduzir a música. E foi o que me fez, por exemplo, querer comprar um banjo. Porque eu vinha do universo da guitarra, pedais, amplificadores. Você pegar para tocar uma guitarra desplugada, você não tem a mesma sonoridade. Você tem que estar ali com algum pedalzinho ou alguma coisa para fazer a guitarra soar do jeito que você gostaria que ela soasse. O banjo, o violão, o violino são todos instrumentos acústicos, então você não depende dessas coisas, desses outros dispositivos ao redor. Você consegue simplesmente pegar o instrumento e fazer o som. Então, é o som na sua forma mais crua e você pode pegar o instrumento e levar, sem ter que se preocupar em ter uma caminhonete para poder levar amplificador e um monte de parafernália que você geralmente levaria. Essa também era a ideia da mala bumbo, você poder colocar a maior parte das suas coisas que você for levar dentro dessa mala, você leva o banjo e a mala, você consegue viajar o mundo fazendo música. Então, essa sempre foi o grande lance do Bardo e o Banjo. E eu acho que isso reflete um pouco nas músicas. Você tem ali várias músicas que falam sobre isso e sobre viajar também e voltar para casa. Então, com o passar do tempo, as músicas começaram a refletir também as histórias da banda mesmo. A gente tem ‘Angelina’, que era o nome de uma Kombi que a gente viajava. A gente tem ‘Hometown’, que era aquele sentimento que a gente tinha quando voltava para casa depois de uma turnê. ‘Vida’, aquele lance de você sentir que você está vivo ali, passando os perrengues na estrada e tudo, e você para pensar, você fala, pô, estou vivo, sabe? Não importa o que está acontecendo, eu estou aqui respirando, curtindo o momento. Então, a mensagem principal é essa da liberdade, você poder sair e fazer um som onde você quiser.

 

Dissonância: Como você quer ser lembrado?


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O LegadoWagner Creoruska

Wagner Creoruska:  Como os caras doido que saíam pra tocar na Paulista, no Ibirapuera, saia fazendo viagem doida e sem ter show marcado. Então acho que é o que eu falei na resposta anterior é meio que o espírito da coisa, sabe? Mas acho que também por conta dos instrumentos diferentes, de fazer uma sonoridade que não se enquadra tanto nos moldes do que a gente tem de música popular hoje em dia. Música que é feita para ser vendida, para ser ouvida pelas grandes massas, entendeu? E o lance do autoral, acho que é muito importante. Depois a gente vê um monte de banda aí que faz o cover, as coisas do jeito que a gente faz. Não que a gente tenha sido pioneiro, né? A gente já é reflexo de outras bandas que já faziam isso, mas, principalmente porque a gente construiu esse lance da música autoral, de escrever, de compor e de escrever e de trazer ali o sentimento pra dentro das músicas, não só apenas ser uma vitrola reproduzindo as músicas das outras pessoas.

 

Dissonância: Vocês mencionam que o projeto é também uma pesquisa histórica. Podem nos contar mais sobre o processo de "garimpagem" de temas tradicionais, como a lenda por trás da música ‘Lost Indian’?


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Contando HistóriasWagner Creoruska

Wagner Creoruska:  O Bluegrass, a própria Country Music, ela tem muito disso. Às vezes a música, ela tem uma história que às vezes por si só é mais legal do que a própria música. Então esse lance de pesquisa histórica, é às vezes, sabe, quando você tem a vontade de tocar a música, não necessariamente, não só por curtir a música, mas pela história por trás da música? E isso tudo que faz com que você queira pesquisar mais e explorar mais esse universo, entendeu? Então, um outro bom exemplo, ‘Duelo de Banjos’, é uma música que, pô, é simples, é aquele duelinho e tal. Música que ficou tremendamente conhecida por fazer parte de uma cena de um filme. O filme mesmo é menos conhecido do que a música, do que a cena em si. E a música já existia antes da cena do filme. Então, aquela cena, aquela caracterização ali e a história por trás de como foi construída, pensada aquela cena, que reflete mais até do que a própria música, do que o próprio filme em si. Então, eu acho bem legal isso, esse tipo de curiosidade sobre as músicas, que é uma coisa que a gente sempre busca trazer e sempre, tem, num show é complicado você colocar muita história também, né? Porque o show, ele tem que ser mais dinâmico, você tem que manter a galera numa energia mais lá em cima o tempo inteiro. Então, a gente acabou reduzindo um pouco esse lance das histórias. Mas ainda assim, tem uma ou outra música que vale muito a pena contar a história.

 

Dissonância: Muitas de suas canções, como ‘Alvorecer’ e ‘Cair e Crescer’, trazem temas de renovação e natureza. A sensibilidade de observar "uma semente caindo de uma árvore" ainda é o que move a criação de vocês?


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Os TemasWagner Creoruska

Wagner Creoruska:  Sim, ainda move bastante esse lance de contemplação. Não só da natureza, mas, às vezes, de um momento. É que os lances são experiências. Aí, por exemplo, "Cair e Crescer", ela foi feita durante uma viagem que a gente tava em Paraty, e aí tava saindo pra tocar na rua todo dia à noite, aí a gente passava, ficava num camping de manhã no meio da natureza, no meio do mato lá, saía pra tomar um café da manhã e via aquele mato, as coisas, iam surgindo as ideias, e aí catava o banjo, compunha alguma coisa ali. Então, é meio que da experiência disso. "Alvorecer" também. Essa música nasceu numa madrugada, assim, não tava conseguindo dormir, levantei e falei, "Puts, o que eu vou fazer? Vou tocar banjo”. Vou lá e comecei a compor e fui começando a pensar, os pensamentos foram lá longe e voltaram com essa letra. Então, as composições, elas nascem da experiência, das experiências que a gente vive, de algumas ideias que a gente tem, das coisas que a gente curte fazer. Eu acho que, é esse é o grande motor criativo da banda, ainda é, hoje em dia.

 

Dissonância: Como o grupo se reinventou após o hiato, saindo de um quarteto fixo para um duo com formações variadas?


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A Formação da BandaWagner Creoruska

Wagner Creoruska:  O hiato ele veio meio pra gente ter tempo de pensar e descobrir uma forma nova de trabalhar; e meio que não aconteceu, porque a gente começou a ter as possibilidades de mais shows e a gente começou a trabalhar com outros músicos e foram vindo ideias, foram várias coisas que começaram a dar muito mais certo, a gente trabalhando desse jeito. Então, é aquele lance de, quanto mais as pessoas fixas, mas é mais difícil, porque você tá ali trabalhando com um monte de gente, que tem suas vidas pessoais, compromissos e, de repente outras bandas, outros projetos. Quando você trabalha com uma equipe mais aberta assim, a gente consegue. A gente teve no último ano a possibilidade de trabalhar com um monte de gente, um monte de músicos excelentes, um monte de músicos incríveis. O Bardo e o Banjo sempre teve sorte, ao longo da sua história, de sempre contar com pessoas incríveis nos instrumentos que tocavam, tanto em participação, como em disposição de trabalhar, e gente de bem, que é muito bom. Então a gente começou a se achar melhor dessa forma. E não vou dizer que a gente tá 100% adaptado a isso também, que é uma coisa muito recente. Então, a gente tá conseguindo se adaptar até para projetos futuros da banda, como é que a gente vai fazer, lançar músicas novos, esse tipo de coisa. Então, a gente ainda tá meio que se adaptando a isso, mas a gente tá curtindo mais trabalhar desse jeito também. E tem sido incrível trabalhar com gente diferente. Sempre músicos muito capacitados e muito bons naquilo que fazem, isso é ótimo.

 

Dissonância: Com o retorno ao conceito original de ser um projeto de Wagner com a colaboração próxima de Marcus Zambello, quais são os novos horizontes para O Bardo e o Banjo em termos de experimentação sonora?


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Novos HorizontesWagner Creoruska

Wagner Creoruska:  A gente está curtindo bastante, como eu disse na resposta anterior, né, esse formato novo e a gente tem conseguido testar algumas coisas diferentes também, que são muito interessantes para o futuro da banda. E, é, o que eu falei pra vocês, a gente tá até com vontade de novo de sair, tocar na rua, experimentar; e criando coisas novas também. A gente já tá aí com algumas músicas, na verdade, desde que a gente terminou “O Tempo e a Memória”, já tem algumas músicas engavetadas, um monte de coisa, projetos, algumas já avançaram um pouco, outras nem tanto. Mas aí pelas circunstâncias dos últimos anos, a gente não conseguiu trabalhar nesse material, então a gente ainda precisa sentar, se organizar, testar essas ideias da melhor forma possível. Aquilo que eu falei pra vocês do laboratório, de fazer esse laboratório com essas músicas e estudar, gravar, fazer demos delas para ouvir, ter ideias melhores, a tocar elas ao vivo para saber como que é a reação das pessoas. Então, tem todo esse trabalho a ser feito, que a gente também não tem muita pressa de fazer, a gente tá indo bem tranquilamente, seguindo as coisas conforme a gente consegue, que a gente pode. Acho que no começo a gente tinha muito aquele senso de urgência, nossa, tem que fazer agora, tem que lançar agora e tal. Eu acho que a vida foi andando e a gente acabou entrando numa, num ritmo um pouco mais devagar, mas não quer dizer que a gente não goste e não ame fazer o que a gente faz, então é uma questão de tempo pra gente trabalhar nisso tudo e construir essa base pra vir com material novo, um disco novo, músicas novas, que realmente façam muito sentido, principalmente nesse mundo de hoje em dia, que é tudo muita inteligência artificial pra lá e pra cá, então a gente quer trazer uma coisa mais rústica, quer trabalhar uma coisa mais rústica, mais orgânica mesmo.

 

Dissonância: Qual é a história por trás do logotipo da banda, o gato barbudo? É verdade que ele foi inspirado na imagem do Wagner?


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O Gato BarbudoWagner Creoruska

Wagner Creoruska:  Foi baseado sim na ideia de ser o gato, ser o bardo. O Wagner, no caso, eu, porque o logotipo veio depois, então eu já tinha começado a tocar. E tinha um artista amigo meu, que já trabalhou com outras, português, mora em Portugal, ele, já tinha trabalhado em alguns outros projetos, e eu sempre pedia para ele fazer as ilustrações, e eu gostava muito do trabalho dele. E aí, eu ia pedir para ele fazer o logotipo; a gente foi explorando ideias, ele me perguntou ‘o que você gosta, como que você acha que tem que ser?’; e daí foi nascendo essa ideia de ser um gato barbudo, com a barba bem grande, o cabelo bem grande também, com aquele chapéu bem característico, era o chapéu que eu usava sempre, em todo lugar que eu estava, com o cabelo de lado assim. Então, totalmente pensado, em ser, porque, como eu disse antes, o Bardo e o Banjo é um projeto solo. Então, o gato ilustrava bem, aquele lance de estar ali, o cara do projeto. Acabou ficando, porque a gente gosta muito e, pô, é sensacional. A camiseta que a gente fez, um monte de camiseta ao longo desses anos todos, né, com estampas diferentes, tudo mais, mas a camiseta que a galera mais gosta é a camiseta do gato. Tem gente que tatuou o gato também, então, é uma coisa que não tem como desatrelar da história do Bardo e o Banjo essa imagem, essa ilustração.

 

Dissonância: O que os fãs podem esperar para 2026?


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O FuturoWagner Creoruska

Wagner Creoruska:  Eu acho que as pessoas, elas podem esperar que a gente, de repente, vá aparecer na esquina da rua delas, fazendo música, sem muito compromisso. A gente tem muito essa vontade de fazer isso, e, para além disso, é claro que lançar material novo. A gente já tá trabalhando em algumas coisas, como eu disse. Então é questão de tempo a gente conseguir se organizar nas coisas do dia a dia aqui para trazer esse material. A gente tá gravando, mas alguns vídeos e tentando postar com mais, gerar mais conteúdo, né? Eu acho que, no passado, a gente tinha aquele lance de produzir muito, lançar muita coisa. E agora a gente tá realmente um pouco mais contido nesse lance, até porque cada um tem seus projetos paralelos. Eu sou professor de banjo. Então, a maior parte do tempo, eu tô lidando com alunos que me seguem no meu canal sobre banjo. Eu organizo um evento que chama "Bandjo Camp Brasil" também, que vai acontecer agora dia 1º e 2 de maio, onde eu junto essa galera que gosta de banjo, que, inclusive, foi uma galera que chegou em mim através do Bardo e o Banjo, de conhecer o trabalho do Bardo e o Banjo. Então, a gente conseguiu criar essas coisas para a galera. O Marcos tem um canal dele de vídeos também, onde ele faz esse lance de contar a história da música. Então a gente tem as coisas paralelas que a gente organiza, faz. A banda acaba aí sendo mais um momento para a gente se sentar junto, tocar, trocar uma ideia, curtir, fazer um show e mais. Mas a gente tem gostado bastante de se reunir para produzir conteúdo, a gente já tem feito isso, então é uma coisa que voltou a acontecer. Então, a gente quer botar lenha na fogueira aí, pra esses projetos futuros. Tanto para esse ano quanto para os próximos anos, e lançar mais material, mais conteúdo. Acho que esse é o grande motivo. E, claro que, não pode faltar, continuar fazendo shows aí, né? Por todo o brasilzão. A gente fez, a gente teve oportunidade de conhecer muitos lugares, muitos estados diferentes nos últimos anos, inclusive. Então, a gente quer ainda desbravar muito mais e levar o som para o mais longe possível que a gente puder também. É isso. Valeu, galera.


o bardo e o banjo matéria completa


o bardo e o banjo página bio-discográfica

1 comentário


marcos paulo
marcos paulo
há 10 horas

"Para que uma harmonia soe agradável, antes é preciso ter dissonância. [...] Nós conseguimos ver beleza na vida porque a dissonância vem antes da consonância".

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